
A nova lei estabelece que apenas imigrantes com autorização de residência em Portugal poderão solicitar o reagrupamento familiar. (Foto: Reprodução)
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, sancionou nesta quinta-feira (16) a nova Lei dos Estrangeiros, que introduz restrições significativas à imigração no país. A legislação limita o reagrupamento familiar, impõe restrições a vistos para procura de trabalho e altera as condições para concessão de autorização de residência, afetando diretamente imigrantes brasileiros.
A nova lei estabelece que apenas imigrantes com autorização de residência em Portugal poderão solicitar o reagrupamento familiar, excluindo refugiados dessa possibilidade. Além disso, a concessão de vistos para procura de trabalho será restrita a profissionais com qualificações específicas, dificultando o acesso de imigrantes a oportunidades de emprego no país.
A legislação também altera as condições para concessão de autorização de residência a cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, incluindo o Brasil. Essas mudanças podem afetar diretamente a mobilidade e os direitos dos imigrantes brasileiros em Portugal.
A promulgação da nova Lei dos Estrangeiros gerou reações mistas entre organizações de defesa dos direitos dos imigrantes e autoridades portuguesas. Enquanto o governo português defende que as mudanças são necessárias para garantir a segurança e a integração dos imigrantes, críticos argumentam que as restrições podem marginalizar ainda mais populações vulneráveis e dificultar a integração plena dos imigrantes na sociedade portuguesa.
Organizações não governamentais que atuam na defesa dos direitos dos imigrantes expressaram preocupação com as implicações da nova legislação, destacando que as restrições podem aumentar a insegurança jurídica e social dos imigrantes em Portugal.