
Após Barroso, a previsão de aposentadorias no STF segue com Luiz Fux, que deve deixar o cargo em abril de 2028 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada na última quinta-feira (9), muda a previsão de saídas futuras no Supremo Tribunal Federal (STF) e redefine o calendário de aposentadorias da Corte. Barroso, que poderia permanecer no cargo até 2033, optou por encerrar sua trajetória antes do previsto, afirmando que deseja aproveitar a vida sem a exposição pública do cargo.
Durante sua despedida, o ministro se emocionou e recebeu aplausos dos colegas. “Sinto que chegou o momento de seguir novos rumos. Não tenho apego ao poder e quero dedicar mais tempo à vida pessoal”, disse Barroso.
Após Barroso, a previsão de aposentadorias no STF segue com Luiz Fux, que deve deixar o cargo em abril de 2028, indicado por Dilma Rousseff. Em seguida, Cármen Lúcia se aposentará em abril de 2029, nomeada por Luiz Inácio Lula da Silva, e Gilmar Mendes deixará a Corte em dezembro de 2030, indicado por Fernando Henrique Cardoso. Edson Fachin está previsto para se aposentar em fevereiro de 2033, também indicado por Dilma Rousseff.
Nos anos seguintes, Dias Toffoli deve se afastar em novembro de 2042, Flávio Dino em abril de 2043, ambos indicados por Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Alexandre de Moraes está previsto para dezembro de 2043, indicado por Michel Temer. Mais adiante, Nunes Marques deixará o cargo em maio de 2047 e André Mendonça em dezembro do mesmo ano, ambos indicados por Jair Bolsonaro. Por fim, Cristiano Zanin deve se aposentar em novembro de 2050, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva.
Barroso se despede deixando um legado marcado pelo esforço de aproximar o Judiciário da população e pela atuação em temas de relevância nacional. Sua saída antecipada abre espaço para futuras nomeações e redesenha o planejamento de aposentadorias da Corte nos próximos anos.