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O Amazonas vai marcar presença na final do Prêmio Finep de Inovação 2025, programada para dezembro, em Brasília. Seis projetos amazonenses foram selecionados após vencerem a etapa regional Norte, realizada em Manaus na última quarta-feira (24), no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). O evento voltou a ser presencial na capital após dez anos, reunindo autoridades, empreendedores e representantes do setor produtivo.
A cerimônia contou com a presença do presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, que destacou o papel estratégico da Amazônia no cenário nacional da inovação. A escolha de Manaus como sede da etapa regional simboliza o reconhecimento do avanço tecnológico do estado, com soluções que surgem tanto da indústria quanto das universidades, startups e comunidades locais.
Entre os seis projetos amazonenses classificados, dois chamaram atenção pelo potencial de aplicação em escala: a Getter, que desenvolveu um equipamento de luz ultravioleta para descontaminar castanhas-do-pará e facilitar a exportação do produto, e a Aeroriver, com sua proposta de “barco voador”, voltada à mobilidade fluvial, reduzindo tempo e custos logísticos.
Segundo Pedro Monteiro, presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação do Estado do Amazonas (SIAM), os projetos evidenciam a maturidade tecnológica da região. “É no chão da fábrica, nas cadeias produtivas e nos polos industriais que as necessidades reais se transformam em soluções. O que vimos aqui não foi só tecnologia, foi experiência, visão de futuro e capacidade de execução”, avaliou.

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Para Monteiro, também diretor da FIEAM e da Associação Comercial do Amazonas (ACA), a indústria deixou de ser apenas espaço de produção para se consolidar como ambiente de inovação. Ele destacou que o setor produtivo aprendeu a se conectar com universidades, startups e políticas públicas, fortalecendo a cultura de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. “O setor produtivo do Amazonas aprendeu a fazer mais do que produzir: aprendeu a inovar, formar talentos e construir um ambiente institucional forte”, disse.
O dirigente ressaltou ainda que o avanço do Amazonas para a etapa nacional representa um marco. “Queremos mostrar que a Amazônia não é apenas biodiversidade, é também inteligência produtiva, é engenharia, é ciência. E quando essas competências se articulam, o resultado é inovação com identidade, que transforma realidades e inspira o Brasil inteiro”, concluiu.
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