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Uma mulher de 44 anos foi presa nesta terça-feira (23), pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após ser condenada por crimes de tortura e lesão corporal grave contra três crianças, incluindo uma de apenas 2 anos, das quais era madrasta. As agressões ocorreram em 2018 e resultaram em sequelas graves, além de denúncias de violência contínua.
De acordo com a delegada Kassia Evangelista, responsável pelo caso, as investigações apontaram que a madrasta praticava atos de violência de forma recorrente. O episódio mais grave envolveu a criança de 2 anos, que teve fraturas no crânio e nas costelas, além de lesões mais antigas já cicatrizadas. A situação foi descoberta quando um médico atendeu a vítima e identificou os sinais de agressão incompatíveis com acidentes comuns.
As apurações também revelaram que as duas outras crianças, de 5 e 8 anos, que moravam com a mulher e o pai, eram submetidas a atos de tortura frequentes. Os relatos coletados e os exames de corpo de delito confirmaram o padrão de violência praticado contra os menores.
A Justiça condenou a madrasta a 9 anos, 11 meses e 29 dias de reclusão em regime fechado. Já o pai das crianças recebeu a pena de 1 ano, 3 meses e 29 dias de prisão por omissão, uma vez que não impediu os atos de violência. No entanto, a pena foi suspensa e convertida em prestação de serviços comunitários pelo período de dois anos.
A prisão da mulher foi realizada em sua residência, localizada no conjunto Campos Sales, bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. Após ser detida, ela foi encaminhada para audiência de custódia e permanecerá à disposição do sistema judiciário.
O caso volta a chamar atenção para a importância de denúncias em situações de violência doméstica, principalmente contra crianças em situação de vulnerabilidade.
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