
Foto: Divulgação
O Amazonas passa a contar com uma entidade própria para representar a categoria: a Associação de Musicoterapeutas do Amazonas, anunciada no último dia 15 de setembro, durante congresso da União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM), em Brasília. O encontro coincidiu com o Dia do Musicoterapeuta e reuniu profissionais de várias regiões do país.
A iniciativa foi apresentada pela musicoterapeuta integrativa Fernanda Sena, que levou a voz do Norte ao evento. “No Norte também tem musicoterapeuta!”, destacou, ao ressaltar a importância de dar visibilidade à profissão e oferecer novas perspectivas de cuidado para a população amazonense.
O anúncio ganha força simbólica em setembro, mês dedicado à prevenção do suicídio. Para Fernanda, a música aplicada de forma terapêutica pode se tornar ponte poderosa entre o sentir e o expressar. “A música tem o poder de atravessar barreiras que muitas vezes a fala não consegue. No contexto terapêutico, ela ajuda pacientes a encontrarem novas formas de elaborar suas dores e reencontrarem o equilíbrio interior”, afirma.
Estudos já demonstram que a musicoterapia contribui para o alívio de ansiedade, tensões emocionais, depressão, somatizações e dores físicas. No campo da saúde mental, o método se consolida como ferramenta de escuta e expressão, sendo aliado no enfrentamento de situações de sofrimento psíquico.
Apesar de usar a música como recurso central, a prática clínica difere da musicalização.
• Musicalização: voltada ao ensino musical e formação artística.
• Musicoterapia: processo clínico e terapêutico, conduzido por profissional graduado ou pós-graduado em musicoterapia, que utiliza a música como ferramenta para promover saúde, expressão emocional e equilíbrio psicossomático.
“Musicoterapia é só com musicoterapeuta! Quem pode ser musicoterapeuta? Apenas quem for graduado ou pós-graduado em musicoterapia”, reforça Fernanda.
Com mais de duas décadas de experiência, Fernanda Sena desenvolveu o Protocolo Clínico de Alívio das Tensões Emocionais (A.T.E.), que integra voz cantada terapêutica, frequências sonoras e instrumentos específicos. A técnica já foi aplicada em atendimentos voltados para ansiedade, dores emocionais e somatizações.
Para ela, a criação da Associação de Musicoterapeutas do Amazonas simboliza não apenas representatividade institucional, mas também a consolidação de um caminho científico e humanizado no cuidado em saúde mental, fortalecendo o lugar da música como ferramenta terapêutica no estado.
#Musicoterapia, #Amazonas, #FernandaSena, #SaúdeMental, #UBAM, #Inclusão
Veja mais notícias em Geral