12/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Roberto Cidade critica truculência de operação em Humaitá e Manicoré

Publicado em 17 de setembro, 2025

Roberto Cidade critica truculência de operação em Humaitá e Manicoré

Presidente da Aleam repudia violência da PF e Força Nacional contra garimpeiros e civis no Sul do Amazonas. (Foto: Divulgação)

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), repudiou nesta terça-feira (16/09) a forma como a Polícia Federal e a Força Nacional conduziram a operação de combate ao garimpo ilegal nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Sul do Amazonas.

Segundo relatos, a ação realizada na segunda-feira (15/09) extrapolou a repressão aos garimpos e atingiu também áreas urbanas, com disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral, deixando civis, incluindo crianças e adolescentes, machucados e traumatizados.

“Não sou a favor do garimpo ilegal, mas é preciso repudiar uma ação como a que ocorreu em Humaitá e Manicoré. Não é dessa forma que vai se chegar a uma solução. Precisamos encontrar um caminho de diálogo, de construção, para gerar outras oportunidades para esse povo. Não é com explosões, truculência e violência que as coisas vão se resolver”, afirmou Cidade.

Prefeitos apreensivos e destruição no Madeira

Durante a operação, foram destruídas 71 dragas usadas na mineração ilegal no rio Madeira. Um dia após a ação, ainda era possível observar os danos e a tensão nas cidades.

O presidente da Aleam relatou estar em contato com os prefeitos de Humaitá, Dedei Lobo, e de Manicoré, Lúcio Flávio, que demonstraram insatisfação com a forma como a operação foi conduzida.
“O clima é de apreensão. Estou em constante contato com os prefeitos para ver uma forma conjunta de agir, com a participação da bancada federal e dos deputados desta Casa, a fim de evitar outras cenas de guerra como as que vimos na segunda”, declarou.

Defensoria questiona uso de explosivos

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) já havia ingressado com pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para proibir o uso de explosivos nas operações contra garimpo, sob o argumento de que a prática ameaça a segurança da população e fere direitos fundamentais. O pedido foi negado.

Após os episódios mais recentes, a DPE-AM reiterou o requerimento de suspensão dessa prática.

“O emprego de violência extrema pela União contra povos tradicionais e ribeirinhos no Amazonas, através de artefatos explosivos, tem gerado intensos problemas sociais que conduzem para uma grave crise humanitária na região”, apontou a instituição.

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