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Na noite desta sexta-feira (12), um homem identificado como Jonas Ilário dos Santos Silva, 41 anos, foi encontrado morto na rua Sete de Maio, comunidade Itaporanga, no bairro Nova Cidade, zona Norte de Manaus. A vítima apresentava sinais de espancamento e foi localizada de bruços em uma sarjeta, com dois pedaços de madeira formando um X apoiados nas costas.
Sobre o X havia um bilhete com uma pedra, no qual se lia: “Morri porque sou x9 e Jack”. O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
O termo X9 é uma gíria usada no Brasil para designar uma pessoa acusada de ser delatora, dedo-duro ou informante. É alguém que teria “entregado” atos ilegais às autoridades ou rivais, sendo visto como traidor.
A origem da expressão tem algumas versões. Uma delas remete ao personagem de quadrinhos “Agente Secreto X-9”, criado em 1934, que atuava infiltrado e repassava informações sobre crimes, associando-se à ideia de delação. Outra hipótese vem do ambiente prisional, onde presos acusados de passar informações para policiais ou facções rivais passaram a ser chamados de X9.
O termo Jack é usado no universo prisional brasileiro para acusar alguém de envolvimento em crimes sexuais, especialmente estupro. A palavra se relaciona a “Jack, o Estripador” (Jack the Ripper), assassino em série que atuou em Londres no século XIX, conhecido por matar mulheres e mutilar seus corpos.
Apesar de “estripador” se referir a mutilação e não a estupro, nas cadeias brasileiras a gíria “Jack” acabou sendo aplicada para rotular quem teria cometido crime sexual. Dentro do sistema prisional, essa acusação gera forte repúdio e exclusão por parte de outros detentos.
No bilhete encontrado sobre o corpo de Jonas Ilário dos Santos Silva, os assassinos o acusaram de ser “X9” e “Jack”. Ou seja, de ser delator e de ter praticado crime sexual. A forma como o corpo foi deixado, junto ao recado, sugere que o crime pode ter tido motivação relacionada a essas acusações.
A Polícia Civil do Amazonas, por meio da DEHS, deve aprofundar as investigações para identificar os responsáveis, esclarecer se as acusações têm fundamento e apurar as circunstâncias da morte. A perícia e o depoimento de testemunhas serão fundamentais no andamento do caso.
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