
Rodoviários paralisam em frente ao TRT11 e empresas depositam R$ 19 milhões de pagamento
A paralisação dos rodoviários ganhou novo capítulo nesta sexta-feira (12), quando trabalhadores da categoria se reuniram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), localizado na rua Ferreira Pena, no Centro de Manaus.
O ato ocorreu durante uma audiência entre representantes do Sindicato dos Rodoviários, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), da Prefeitura de Manaus e do Governo do Amazonas.
O principal ponto de reivindicação dos trabalhadores foi o pagamento de salários atrasados. Parte da frota ficou comprometida com a movimentação, caracterizada como uma parada parcial, o que impactou a rotina de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo.
A expectativa era de que o resultado da audiência fosse anunciado ainda nesta sexta-feira, definindo os rumos do impasse que envolve os rodoviários e as empresas do sistema. A negociação buscou evitar que a paralisação dos rodoviários se estendesse e causasse prejuízos maiores à mobilidade urbana de Manaus.
Enquanto aguardavam o desfecho da reunião no TRT, os rodoviários se concentraram nas proximidades do prédio, bloqueando parcialmente a via. Durante o ato, uma confusão foi registrada. De acordo com informações repassadas no local, uma moradora de um apartamento teria arremessado fezes em direção aos ônibus e trabalhadores que estavam reunidos.
Além do incidente, um coletivo estacionado foi depredado e teve o vidro quebrado, situação que aumentou a tensão entre os presentes. Não houve registro de feridos, mas a ocorrência mobilizou a atenção das autoridades e reforçou o clima de instabilidade em torno da paralisação dos rodoviários.
Após a audiência, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, informou que R$ 19 milhões foram depositados nesta sexta-feira na conta do Sinetram e que o recurso será destinado ao pagamento dos trabalhadores. Ele também destacou que o juiz determinou o retorno da circulação normal dos ônibus, medida que será cumprida pela categoria.
Apesar da decisão, Givancir anunciou que o sindicato vai acionar a Justiça para cobrar indenização por danos morais de forma individual, em nome de cada rodoviário, devido aos transtornos provocados pelos atrasos salariais.
Com o anúncio, a expectativa é de que a frota volte a operar integralmente nas próximas horas, restabelecendo o transporte coletivo na capital.