
Foto: Marcos Santos
O verão amazônico chegou. O rio Negro ainda guarda sua imponência de cheia, mas já se despede lentamente, revelando areias brancas que cintilam sob o sol. É tempo de reencontro: Manaus volta a se ver no espelho das águas límpidas, em tardes que parecem não ter pressa de acabar.
Aos que improvisam, basta uma catraia na Marina do David. Cinco minutos e R$ 50 depois, surge a Praia da Lua, com suas barracas fumegando peixe assado, cerveja gelada e a preguiça boa de quem não tem compromisso além do mergulho.
Os que planejam mais um pouco seguem rumo ao Tupé, viagem que os recreios fazem em festa. Ali, o som das caixas mistura-se às ondas do rio, e cada banho é um ritual coletivo, herança viva do lazer ribeirinho.
Mas há quem prefira o silêncio. Para eles, existem refúgios com nomes quase míticos: Iluminado, Furo da Luzia. Distantes, paradisíacos, exigem lancha particular e recompensam com a solidão de praias que parecem inventadas apenas para dois olhos de cada vez.
Quando o tempo é curto, basta procurar o Laguinho do Tarumã. Lanchas se reúnem como pássaros em bando, churrasqueiras acesas, amigos em convívio, música alta. É o retrato de um fim de semana que não precisa de muito para ser festa.

Foto: Marcos Santos
Os flutuantes completam o cardápio. Uns com boates, outros com restaurantes, alguns só com o pôr do sol. Todos à margem do Tarumã, acessíveis de carro, criam a sensação de balneário dentro da própria cidade.
E se a Zona Leste pede vez, o lago do Puraquequara responde com águas serenas, alternativas às praias mais famosas. Enquanto o Mirante Encontro das Águas Lúcia Almeida não abre as portas, o Parque Gigantes da Floresta oferece trilhas e contemplação.
É assim que Manaus se reinventa no verão. Entre a pressa e a calma, a música alta e o silêncio, o improviso e o luxo. Sempre com o rio como palco central, lembrando que a cidade nasceu à sua beira e nele encontra, ano após ano, o sentido de ser e de estar.
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