
Sete réus são apontados como integrantes do “núcleo 4”, ligado à disseminação de fake news sobre urnas eletrônicas. (© José Cruz/Agência Brasil)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos sete réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 4” da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O grupo é acusado de coordenar a disseminação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas, o que teria alimentado os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Segundo a PGR, os acusados atuaram de forma articulada com o núcleo central da organização criminosa, utilizando inclusive ferramentas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espalhar desinformação. A denúncia inclui crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio público.
Quem são os réus
Entre os nomes apontados estão o militar reformado Ailton Barros, próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro; Ângelo Martins Denicoli, ex-diretor no Ministério da Saúde sob Eduardo Pazuello; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, fundador do Instituto Voto Legal e autor de um relatório do PL sobre falhas nas urnas; e Giancarlo Gomes Rodrigues, militar cedido à Abin.
Também compõem o grupo Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel ligado a operações psicológicas do Exército; Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-chefe do Centro de Inteligência Nacional da Abin; e Reginaldo Vieira de Abreu, coronel que atuou na Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro.
De acordo com a Procuradoria, a denúncia está baseada em documentos e provas produzidos pelos próprios investigados, como planos apreendidos, mensagens e registros públicos de atuação.
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