
Tratador cabo Carlos Castro cuidou de Juma durante sete anos e exibe fotos mostrando docilidade do animal
A mascote do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), a onça Juma, foi abatida ontem (20/06), cerca de uma hora e meia após o encerramento da cerimônia da Tocha Olímpica. “Um evento não tem nenhuma relação com o outro. A tocha já havia sido levada e a onça se soltou na passagem de uma jaula para outra”, disse o chefe da comunicação do Comando Militar da Amazônia (CMA), coronel de Infantaria Luiz Gustavo Couto Costa Evelyn Soares.
A onça Juma tinha 17 anos de idade e foi resgatada ainda filhote, quando a mãe foi morta por caçadores. Era o “xodó” de um dos generais do CMA, que dedicava parte do seu tempo ao contato direto com ela e ficou extremamente consternado com a morte. O nome dele não foi revelado. “Nós não capturamos onças. Nós resgatamos”, disse o porta-voz do CMA.
O coronel Evelyn revelou que havia cinco militares na hora do ocorrido, dois veterinários e três tratadores. O tiro de pistola 9mm que a atingiu foi fatal. “Não havia o que fazer após o disparo”, revelou.
O porta-voz disse que o inquérito, “corriqueiro nesses casos”, tem o prazo de 30 dias para a conclusão, prorrogáveis por mais 30.
O coronel Evelyn negou mal-estar entre militares do BIS e o Centro de Instruções de Guerra na Selva (Cigs), onde a onça foi abatida. “Os veterinários que estavam lá são especializados e tratam dos animais das duas forças. Não há qualquer conflito”, disse.
Um dos tratadores da onça Juma, o cabo Carlos Castro, que tomou conta dela durante sete anos, publicou várias fotos com o animal nas redes sociais, numa forma de mostrar a consternação com o abate. Os atuais tratadores dela eram os cabos Farias e Tiago Silva.

O tratador mostra que não havia restrição no contato com a onça

A alegria de animal e tratador patente
