
TRF-1 deu dez dias para que companhia e governo provem ausência de risco radioativo na Mina Pitinga. (Foto: Sema /AM)
A Mineração Taboca informou que a transação de mudança do controle acionário da empresa foi concluída em março de 2025, quando passou a fazer parte do grupo China Nonferrous Trade Co. Ltd., subsidiária da estatal China Nonferrous Metal Mining Group Co. (CNMC), com a devida aprovação dos órgãos reguladores competentes.
Segundo a empresa, a operação não altera a atividade exercida há anos na Mina do Pitinga (AM) e permitirá novos investimentos em tecnologias mais modernas, inclusive voltadas para aprimorar práticas de sustentabilidade. A mineradora destacou que possui concessões de lavra e licenças ambientais para explorar tantalita-columbita e cassiterita, utilizadas na produção de estanho e ligas ferrosas com tântalo e nióbio, e cumpre rigorosamente as normas da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
A companhia esclareceu ainda que não vende nem transfere urânio, uma vez que o recurso é de uso exclusivo da República Federativa do Brasil e não pode ser explorado por terceiros. O urânio presente na Mina do Pitinga, ressaltou a Taboca, não é recuperado nem processado, sendo apenas um resíduo do processo de beneficiamento, descartado de acordo com a legislação ambiental e de segurança.
O posicionamento da empresa ocorre após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou que a mineradora e o governo federal apresentem, em até dez dias, garantias de que não haverá exploração de urânio na jazida. A juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe também exigiu explicações sobre métodos de fiscalização, medidas de segurança contra possíveis vazamentos de material radioativo, ações de proteção ambiental e salvaguardas aos povos indígenas da região.
A Mina do Pitinga, localizada a cerca de 300 quilômetros de Manaus, é considerada uma das jazidas mais diversificadas do mundo, com reservas de nióbio, tântalo, estanho, tório e vestígios de urânio.
A Mineração Taboca reiterou seu compromisso com o meio ambiente e afirmou que prestará todos os esclarecimentos necessários à Justiça Federal do Amazonas, “em espírito contínuo de cooperação”.
Leia a íntegra da nota na Mineração Taboca:
A Mineração Taboca informa que a transação comercial de mudança do controle acionário da empresa foi concluída em março de 2025. A empresa passou a fazer parte do grupo China Nonferrous Trade Co. Ltd., subsidiária da China Nonferrous Metal Mining Group Co. (CNMC), com a devida aprovação dos órgãos reguladores competentes,
A transação não altera a atividade que vem sendo exercida na área ao longo dos últimos anos. Permitirá, dentre alguns aspectos, que a Mineração Taboca tenha a oportunidade de fazer investimentos em tecnologias mais modernas que servirão a aprimorar sua atividade em diversas frentes, inclusive da sustentabilidade.
A empresa possui as concessões de lavra e respectivas licenças ambientais para explorar minério de tantalita-columbita e cassiterita, ligadas à produção de estanho e ligas ferrosas compostas por tântalo e nióbio, e cumpre rigorosamente todas as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
A Mineração Taboca não vende ou transfere urânio, uma vez que, de acordo com a lei brasileira, trata-se de recurso de uso exclusivo da República Federativa do Brasil, que não pode ser usado ou explorado para qualquer finalidade por terceiros. O que ocorre, em breves linhas, é que a Mina do Pitinga (AM) é caracterizada como uma mina poli metálica, ou seja, existem diversas substâncias presentes na rocha. Após o processo de beneficiamento do minério, onde são extraídas a tantalita-columbita e a cassiterita, o urânio, juntamente com outros minerais, não é recuperado nem processado. Trata-se de resíduo do processo, descartado de acordo com as leis e regulamentos aplicáveis.
A Mineração Taboca reitera seu compromisso com o meio ambiente e prestará os esclarecimentos devidos à justiça federal do Amazonas, em espírito contínuo de cooperação.