
O assassinato do sargento, praticado em local muito conhecido, despertou o interesse público e a polícia agiu rapidamente para desvendá-lo. Foto: Divulgação/ Polícia Civil
A morte do 3º sargento da Aeronáutica Melquisedeque da Paixão Dias, 33 anos, às 18h30 da noite de segunda-feira (06/06), na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Ramos Ferreira, no Centro, foi motivada por dívida de agiotagem.
O sargento havia emprestado R$ 3,2 mil a juros para o soldado Breno Silva da Silva, 22, colega dele na banda da Aeronáutica em Manaus. Na hora do crime, os dois discutiram dentro do carro do sargento e este deu dois tapas no rosto do soldado, provocando a reação do terceiro ocupante do veículo, Wenderson Matos da Silva, 22. Primo de Breno, o pistoleiro havia sido contratado para matar o sargento e deu o tiro fatal na nuca da vítima.
A conclusão foi obtida por investigadores da Delegacia Especializada em Sequestros e Homicídios (Dehs), com ajuda das imagens captadas pelas câmeras de segurança do local onde o crime aconteceu. O delegado Ivo Martins pediu a representantes da Aeronáutica, que acompanhavam a investigação, que o soldado fosse apresentado para prestar esclarecimentos na delegacia. Durante depoimento, o infrator confessou a participação no crime e a motivação.
O acusado só confessou quando viu as próprias imagens nas câmeras de segurança. O sargento era conhecido por praticar agiotagem e foi até o quartel buscar os infratores. Breno teria alegado que só poderia pagar R$ 500 e a vítima reagiu agressivamente.
Breno roubou a arma de Melquisedeque e esqueceu a boina que usava, durante a fuga, e Wenderson esqueceu a bolsa que carregava no banco do automóvel. Naquela mesma noite, o mandante tentou criar um álibi, fazendo uma publicação em rede social, afirmando que esteve com a vítima, mas que quando viu o colega pela última vez ainda estava vivo. “O foragido está em posse da arma usada para cometer o crime e também com a arma da vítima”, disse Ivo Martins.
Como a vítima e o mandante pertencem aos quadros da Aeronáutica, a nova legislação afirma que o julgamento do crime deve ser pela Justiça Militar Federal.

Breno está preso e Wenderson é caçado pela polícia. Fotos: Reprodução/ Divulgação/ Polícia Civil
O delegado reforça que qualquer informação que leve ao paradeiro de Wenderson pode ser feita aos policiais civis da unidade policial por meio do número (92) 3636-2874 ou pelo disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM). A Polícia Civil assegura o sigilo da identidade dos informantes. “Já consideramos o caso elucidado, agora só precisamos localizar Wenderson e dar continuidade aos procedimentos cabíveis”, finalizou.
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