
Ministro do Turismo articulou revisão para garantir presença de pratos típicos do Pará na conferência do clima. (Foto: Reprodução)
O edital de alimentação da COP 30, que será realizada em novembro em Belém (PA), passou por revisão após críticas à proibição de alimentos tradicionais da culinária paraense, como açaí e tucupi. A decisão foi anunciada neste sábado (16), depois de articulação do ministro do Turismo, Celso Sabino, junto à Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e ao secretário-geral da conferência, Valter Corrêa.
A versão inicial do documento classificava produtos como açaí, maniçoba e tucupi como de “alto risco de contaminação”, barrando sua comercialização durante o evento. A medida gerou reação negativa no estado, onde esses insumos são símbolos culturais e econômicos. Após o pedido de revisão, a OEI publicou uma errata retirando a tabela de proibições.
“O ministro do Turismo entrou em articulação com chefes de cozinha paraenses para garantir que pratos e ingredientes típicos tenham espaço na COP 30”, informou a pasta em nota oficial.
Além dos pratos regionais, o edital também restringia outros alimentos, como sucos de fruta in natura, leite cru e derivados não pasteurizados, doces caseiros sem refrigeração e produtos artesanais sem rotulagem. Com a revisão, a participação da gastronomia local fica assegurada nos 87 quiosques e restaurantes que serão montados nas áreas de acesso restrito e público do evento.
O Ministério do Turismo ressaltou ainda que Belém é reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco e, em 2024, foi eleita pela editora Lonely Planet como uma das dez melhores cidades do mundo em termos de culinária.