
Choy acha que eleição indireta, com decisão apenas dos conselheiros, seria um retrocesso democrático para a OAB-AM, mas promete respeitar a decisão do colegiado sobre a escolha dos seis nomes para indicar ao cargo de desembargador
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio de Lima Choy, defendeu hoje (24/05) que a escolha da lista sêxtupla de candidatos a desembargador, na vaga que cabe à instituição no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), pelo 5º Constitucional, seja direta. “É uma tradição introduzida pelo saudoso ex-presidente Alberto Simonetti Cabral Filho e que defendo seja mantida. Mas a decisão, de acordo com estatuto da ordem, tem que ser dos conselheiros”, disse Choy.
A vaga que cabe à OAB-AM é uma das seis abertas no TJAM, com aprovação da Assembleia Legislativa, e que o novo presidente da corte, desembargador Flávio Pascarelle, promete concretizar. “Temos que receber a comunicação oficial do novo presidente, que será empossado dia 4 de julho, para então dar início ao processo de escolha da lista sêxtupla, que será tornada tríplice pelo TJAM, de onde sairá o nome do novo desembargador pela ordem, escolhido pelo governador”, acrescentou Choy.
Há vários candidatos trabalhando para conquistar votos dos demais advogados. O atual subchefe da Casa Civil do Governo do Estado, Sílvio Costa, o ex-presidente Fábio Mendonça e o ex-juiz do TRE-AM Délcio Santos, e o candidato derrotado na última eleição para a presidência da ordem, Jean Cleuter Mendonça, são os três com maior evidência. Sílvio seria o preferido de José Melo, que aguarda julgamentos de processos na Justiça Eleitoral, num dos quais foi cassado. Délcio, o de Eduardo Braga, de quem já foi advogado, no caso deste ocupar a vaga de Melo.