Após duas rodadas de negociações com o prefeito Arthur Virgílio Neto, nesta segunda-feira (16/05), ficou decidido que não serão realizadas novas paralisações no sistema de transporte coletivo em Manaus. A decisão saiu no início da noite, depois que o prefeito recebeu dirigentes dos sindicatos dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTRM) e das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). As categorias entrarão em acordo junto às instâncias trabalhistas, impedindo que outros movimentos prejudiquem os usuários de ônibus.
Segundo o prefeito, que pela manhã já havia dito que esperava um diálogo mais aberto entre as partes, a Prefeitura de Manaus também anunciou às categorias algumas medidas para facilitar o acordo. Estas novas diretrizes serão implementadas pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).
“Nesta semana, uma nova Faixa Azul começa a ser instalada do Terminal 3, na Cidade Nova, até a Constantino Nery. Isso aumenta a velocidade dos ônibus, gerando economia e transportando mais pessoas. O prazo para conclusão é de 20 dias; vamos aumentar a fiscalização na cidade para impedir que veículos clandestinos façam o transporte de passageiros ilegalmente, com ajuda da Polícia Militar (PM); e abrir um estudo para revisar as linhas de forma geográfica, adequando os itinerários”, explica o prefeito.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Givanci Oliveira, a questão do aumento salarial da categoria será decidida em nova audiência na Justiça. Em reunião, o Sinetram se mostrou favorável a reajustar os vencimentos em um valor que seja bom para ambos, desde que sejam respeitados todos os prazos legais e sem pressão ou ameaça de greve nas empresas do setor.
“Vamos ter uma nova rodada de reunião com Justiça Trabalhista, mas já estamos descartando outras paralisações. O prefeito Arthur Neto soube intermediar bem a situação e já deixamos encaminhado como este aumento será dado, com prazos e parcelamentos discutidos e assinados por todos. Estamos satisfeitos, pois assim a população não sofrerá mais as consequências de uma discussão entre patrões e empregados”, afirmou Givanci.
Conforme o Sinetram, entre 2011 e 2016, a tarifa de Manaus foi reajustada em apenas 14,58%, sendo que, no mesmo período, o reajuste foi de 50,73% em São Paulo; 39,62% em Belo Horizonte; 52% no Rio de Janeiro; 33,33% em Cuiabá; 48% em Curitiba; 38,89% em Porto Alegre; e 37,50% em Fortaleza. Porém, as equalizações propostas em reunião com o prefeito permitirão que o valor seja mantido.
“Entendemos que o momento econômico do País é ruim. Vamos continuar o diálogo. Queremos que estas reuniões entre empresários e poder público sejam mais rotineiras. Assim conseguimos melhores soluções”, disse o presidente do sindicato, Carmine Furletti.
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