
Bolsa reage e sobe 0,95% após exclusão de 700 produtos da taxação. (Foto: Reprodução)
A confirmação da taxação de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos provocou reações variadas no mercado financeiro nesta quarta-feira (30). Seguindo a tendência internacional, o dólar voltou a subir e encerrou o dia vendido a R$ 5,59, com alta de R$ 0,021 (+0,38%), aproximando-se dos R$ 5,60. Já o euro comercial recuou para menos de R$ 6,40, fechando em R$ 6,38, queda de 0,7%, sendo a primeira vez abaixo desse patamar desde o último dia 8.
Durante o dia, o dólar chegou a R$ 5,63 por volta das 13h15, caiu para R$ 5,55 após a confirmação do tarifaço com uma lista de exceções e voltou a subir na última hora de negociação. Apesar da valorização da moeda norte-americana, o real teve o melhor desempenho entre as principais moedas de países emergentes.
A valorização global do dólar tem sido impulsionada por acordos comerciais recentes entre os Estados Unidos e a União Europeia, além da possibilidade de novas sanções americanas à Índia por conta de sua relação com a Rússia.
Na Bolsa de Valores, o dia foi de recuperação. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,95%, aos 133.990 pontos. O mercado, que começou o dia em baixa, reagiu positivamente à inclusão de cerca de 700 produtos na lista de exceções do tarifaço, entre eles petróleo, celulose, minerais, suco e polpa de laranja e itens ligados à aviação civil.
Ações de empresas dos setores de aviação, logística e celulose registraram valorização. Outro fator que contribuiu para o alívio no mercado foi o adiamento do início das medidas comerciais dos Estados Unidos para o dia 6 de agosto.