
Investidores seguem atentos às negociações entre Brasil e Estados Unidos (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O dólar operava em leve queda na manhã desta terça-feira (29), enquanto o Ibovespa registrava recuperação após o tombo da véspera, que levou o índice ao menor nível em mais de três meses. Investidores seguem atentos às negociações entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio de uma nova tarifa por parte do governo norte-americano.
Por volta das 10h33, a moeda norte-americana caía 0,11%, sendo negociada a R$ 5,5823. Já o Ibovespa avançava 0,62%, alcançando 132.946,09 pontos, com ações como Embraer e WEG entre os principais destaques de alta no dia.
Apesar da movimentação positiva nos indicadores, o clima é de incerteza. A tentativa do governo brasileiro de evitar a nova tarifa sobre produtos nacionais ainda não teve resultado. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin conversou com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, na segunda-feira. Haddad afirmou que o governo “não está fixado com o prazo de Trump”.
A falta de progresso concreto pesa sobre o humor do mercado. “Ainda estamos patinando para tentar fazer um negócio com o governo dos EUA… Mercado está colocando expectativa sobre o plano de contingência do governo e como pode afetar a questão fiscal do país”, avaliou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.
No exterior, investidores reagiam ao acordo comercial firmado entre Estados Unidos e União Europeia, que impõe tarifa de 15% sobre produtos europeus. O movimento favorecia o dólar globalmente, com o índice da moeda americana — que mede seu desempenho frente a seis moedas — subindo 0,46%, a 99,063 pontos.
No Brasil, o Banco Central anunciou para hoje um leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de até US$ 1 bilhão, com o objetivo de rolar vencimentos previstos para 4 de agosto.
Além das tensões comerciais, o mercado se prepara para decisões de política monetária tanto do Banco Central do Brasil quanto do Federal Reserve dos EUA, previstas para esta quarta-feira (30). A expectativa é de que ambas as instituições mantenham as taxas de juros inalteradas.