05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Segunda etapa da campanha de vacinação contra brucelose no AM vai até 30 de novembro

Publicado em 08 de julho, 2025

Prazo para vacinação contra brucelose é prorrogado no Amazonas

Foto: Divulgação/Adaf

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) alerta os pecuaristas que está em andamento a segunda etapa da campanha de vacinação contra a brucelose, uma doença que pode ser transmitida para humanos e que compromete de forma significativa a produção rural e o bem-estar dos animais. A nova etapa vai até 30 de novembro e segue obrigatória para quem tiver fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade.

“O produtor que tinha bezerras em idade de imunizar na primeira etapa e não o fez, tem que vacinar agora. Se o animal já tiver passado de 8 meses, o imunizante é o RB51. Caso ainda esteja dentro da faixa etária, a vacina é a B19”, explica a fiscal agropecuária e médica veterinária Gisele Torres, que coordena, no Amazonas, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT).

A vacinação é realizada uma só vez e as bezerras recebem uma marcação para identificar que são imunizadas. A aplicação do imunizante só pode ser feita por médicos veterinários e auxiliares cadastrados na Adaf.

A multa pela não vacinação é de R$ 300 por propriedade e mais R$ 40 por animal. Além disso, produtores inadimplentes ficam impedidos de emitir Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentar seus rebanhos.

Transmissão

A brucelose pode ser transmitida tanto pelo contato direto com animais infectados quanto pela ingestão de leite cru e queijo produzido com leite não pasteurizado. Os principais sintomas estão relacionados à reprodução, podendo causar aborto, infertilidade e nascimento de crias fracas, gerando prejuízo aos pecuaristas e sofrimento animal.

Após vacinar seu rebanho, o produtor tem que fazer a notificação à Adaf, apresentando na unidade local de seu município nota fiscal da vacina e atestado de imunização. O pecuarista também precisa informar à autarquia caso não haja bovinas e bubalinas, de 3 a 8 meses, em sua propriedade para serem vacinadas.

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