
Agonia na BR-319, com o DNIT tentando manter as travessias, nos rios onde as pontes caíram em 2022, até as inaugurações, previstas para setembro e fim do ano
Usuários da BR-319, que viajam aos milhares, diariamente, vivem o drama da subida dos rios Curuçá e Autaz Mirim, ainda enchendo.
Na madrugada de sábado (31/06) para domingo (01/07) o nível do Curuçá avançou sobre o aterro, interrompendo a circulação por 36 horas.
Resolvido o problema, quatro horas depois, o aterro rompeu e houve nova interrupção, resolvida antes do amanhecer desta terça (03/07).
Aí foi a vez da balsa que fica fixa para a travessia do rio Autaz Mirim se desprender. A forte correnteza obrigou a uma trabalhosa reatracação, que ocorreu no fim da manhã.
A agonia na BR-319 deve continuar por mais alguns dias, até a chegada da vazante. Os dois rios vêm enchendo à média de dois centímetros por dia, mas a correnteza é muito forte e ameaça arrastar os aterros e balsas. A distância entre o Curuçá e o Autaz Mirim é de apenas dois quilômetros.
A boa notícia vem do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Orlando Fanaia Machado: “Vamos manter a travessia, com as balsas e os aterros, até setembro, quando a ponte sobre o rio Curuçá será inaugurada. A ponte do rio Autaz Mirim está prevista para o fim do ano”, disse. Fanaia tem estado, pessoalmente, à frente do esforço para manter as travessias funcionando.
A ponte do Curuçá caiu no dia 28/09/2022 e do rio Autaz Mirim em 08/10/2022. Veja vídeo do superintendente ao final desta matéria.
O asfaltamento da BR-319 obteve a “licença prévia”, que antecede o licenciamento ambiental e a licença de instalação. A parte ambiental tem sido sistematicamente dificultada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
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