09/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Com Observatório Ambiental, MPAM intensifica cerco contra crimes contra meio ambiente

Publicado em 29 de maio, 2025

Com Observatório Ambiental, MPAM intensifica cerco contra crimes contra meio ambiente

Aprimorar o monitoramento e a fiscalização de desmatamentos e queimadas ilegais no Amazonas. Esse é o objetivo do Observatório Ambiental, futura iniciativa do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), que visa acompanhar, em tempo real, alterações na cobertura vegetal da região, facilitando a identificação e a responsabilização dos infratores.

Apoio operacional

Para isso, o MP, representado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Urbanismo (CAO-MAPH-URB), utilizará como base a tecnologia de georreferenciamento das plataformas Brasil MAIS e MapBiomas Alerta. Isso permitirá que o Observatório Ambiental — cujo lançamento ocorrerá em breve — atue de forma remota, monitorando vastas áreas de difícil acesso na Amazônia.

“Essa abordagem não só aumenta a eficiência da fiscalização, mas também reduz os custos operacionais e os riscos associados às operações de campo. Com dados precisos e atualizados, o MPAM poderá priorizar áreas críticas e agir de forma mais estratégica no combate aos crimes ambientais”, ressaltou o promotor de Justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas, coordenador do CAO-MAPH-URB, reforçando que, dessa forma, a atuação do parquet será estratégica e coordenada.

Operação

De acordo com o CAO-MAPH-URB, a partir da constatação da ocorrência de um crime pelo Observatório Ambiental, haverá o cruzamento de dados com bases oficiais, visando à identificação do responsável. Em seguida, haverá distribuição imediata à promotoria de Justiça com atribuição ambiental da localidade, para que as devidas providências sejam adotadas.

“Com o Observatório Ambiental, o MPAM reforça seu compromisso com a proteção do meio ambiente e com a promoção do desenvolvimento sustentável no Amazonas. A integração de tecnologias avançadas e a colaboração com plataformas especializadas representam um passo significativo na luta contra o desmatamento e as queimadas ilegais, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o cumprimento das legislações ambientais”, finalizou o promotor Carlos Edwards.

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