05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saiba mais sobre o Hino Nacional Brasileiro *

Publicado em 07 de setembro, 2011

O atual poema de Joaquim Osório Duque Estrada é a terceira letra da melodia de Francisco Manuel da Silva. A primeira foi feita por ocasião da abdicação de D.Pedro I e cantada pela primeira vez no dia 13 de abril, festejando a partida da família imperial para Portugal. Essa letra, aliás, ruim e de acerbas críticas aos portugueses, é atribuída a Ovídio saraiva de Carvalho e Silva.

Capa do livro Hinos e Canções do Brasil, de Avelino A. Correa

Ignora-se o nome do autor da segunda letra, feita para festejar a coroação de D. Pedro ll, em 1841. Sabe-se, porém, que o autor anônimo fez apenas uma adaptação da primeira letra, para bajular D. Pedro ll.

Como se vê, nem a primeira nem a segunda letras eram dignas da imortal melodia da Francisco Manuel da Silva.

Felizmente, em 1909 o poema de Joaquim Duque Estrada entrou em discussão no Congresso em forma de Projeto de Letra para o Hino Nacional. O poema, porém, que sofreu mais tarde modificações por parte do próprio autor, foi declarado Letra Oficial do Hino nacional somente em 1922, quando o país se preparava para comemorar o centenário de sua independência.

### Texto tirado do Livro HINOS E CANÇÕES DO BRASIL, de AVELINO A. CORREA, pág. 11.

 

Hino Nacional Brasileiro

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

“Nossos bosques têm mais vida”,

“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro dessa flâmula

– “Paz no futuro e glória no passado.”

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da Silva

 

* Colaboração de Francisca Uchôa Souza

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