As Maratonas de Boston, Nova Iorque, Chicago, Londres e Berlim formam o circuito World Marathon Majors (VMN), que dá US$ 1 milhão para o atleta – masculino e feminino – que faz mais pontos na disputa das cinco provas. Os valores das premiações atraem os melhores atletas do mundo. Mas, certamente, nem sempre foi assim. O glamour existe hoje, mas poucos recordam como essas grandes competições começaram. Diria que começaram com um, dois ou poucos idealizadores, sonhadores, persistentes, que insistiram nos seus sonhos e que viram no esporte a alternativa para agregar, para confraternizar, para estimular a prática desportiva, para resgatar cidadãos. E estavam certos.
Em plena Floresta Amazônica também temos pessoas que sonham em transformar vidas, em direcionar pessoas para o esporte, para o canto, para o voluntariado. Todos os méritos para a atitude da auditora fiscal Jeroniza Albuquerque, ex-presidente da Affeam, em insistir com a ideia da Corrida da Mulher Amazônica, cuja terceira edição acontecerá no dia 6 de março, tendo a Sefaz – grande incentivadora – como ponto de largada.
Mérito maior é ter a ideia, colocá-la em prática e persistir para fazer pegar. Hoje, o evento é pura realidade. Muitas autoridades, instituições e entidades abraçaram a causa e apoiam o evento. A mídia tem sido fundamental na solidificação deste acontecimento no calendário anual desportivo do Amazonas.
Muitos atletas locais e de outros estados esgotam com rapidez o número de vagas. Um sucesso que ultrapassa barreiras, obstáculos, fronteiras, e que só cede espaço para o otimismo, para a alegria de celebrar a vida, para sentir o ar fresco da manhã.
A 3ª Corrida da Mulher Amazônica objetiva abrir as comemorações do Dia Internacional da Mulher e estimular hábitos saudáveis, tendo como pano de fundo uma missão social e de cidadania que passa pela preservação ambiental, com o plantio mudas de Pau Rosa (em extinção), pela filantropia (através da arrecadação de leite para as instituições Lar das Marias, Casa Mamãe Margarida, Abrigo Monte Salém, Instituto da Família e Asilo São Vicente de Paula, com o apoio da Sejusc).
O evento foca também na inclusão social, abraçando a participação de cadeirantes, deficientes auditivos e visuais, e propagando a campanha de doação de sangue, através do Hemoam.
Como diz Jeroniza, o evento será uma grande celebração. “As mulheres, em especial, as amazônicas receberão nossas homenagens por causa da bravura e determinação que demonstram tanto nos ‘beiradões’ quanto na cidade grande para manter suas famílias com dignidade. A criação da categoria voltada para os trabalhadores da mídia teve como objetivo reconhecer o papel importante que essas pessoas exercem na sociedade ao informar os fatos”.
De fato, a corrida de 2016 traz uma novidade para quem trabalha na mídia e gosta de se exercitar. Os profissionais da imprensa poderão participar dos 5 quilômetros de percurso nas categorias masculino ou feminino, numa prova que contará com nove categorias: funcionários da Sefaz, individual feminino ou masculino, casal, cadeirante, deficiente visual e deficiente auditivo. Os prêmios serão em dinheiro, em mercadorias e serviços, disponibilizados pelos patrocinadores, e as inscrições estarão abertas até o dia 3 de março através do site www.ticketagora.com.br.
Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Manaus, pouco importa o local. É hora de valorizar e aplaudir iniciativas que nos orgulham, e que fazem a diferença.
*Coordenador da Campanha Nota Fiscal Amazonense.
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* Auditor fiscal da Sefaz, coordena o Programa de Educação Fiscal no Amazonas.