03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Distribuição de 700 mil mudas de cacau vai fomentar setor primário do AM

Publicado em 24 de março, 2025

Distribuição de 700 mil mudas de cacau vai fomentar setor primário do AM

Matéria-prima do chocolate, o preço do cacau tem disparado nas bolsas de valores, o que tem intensificado o interesse dos agricultores familiares amazonenses por essa cultura. E, para fomentar a atividade, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) tem realizado uma série de ações, entre as quais a distribuição de mais de 700 mil sementes da fruta, realizadas nos últimos dois anos.

Somadas a diversos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) prestado pelo Idam, a distribuição de mudas tem sido realizada entre o instituto e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que produz sementes melhoradas geneticamente para produção de mudas. 

Agricultores

“Somente entre 2023 e 2024, o Idam contemplou os agricultores familiares amazonenses com 700 mil sementes de cacau com melhoramento genético, que foram desenvolvidas na estação experimental da Ceplac, para apoiarmos a produção de mudas e, posteriormente, o plantio de cacau”, informou o gerente de Produção Vegetal (GPV) do Idam, Luiz Herval, ao acrescentar que a estação da Ceplac está instalada em Medicilândia, no Pará.

Ainda segundo o gerente, neste ano, mais 400 mil sementes devem ser distribuídas aos municípios. “Essas sementes são suficientes para plantar de 550 a 600 hectares por ano. A previsão é que ainda neste primeiro semestre, o Idam receba mais uma remessa de sementes para incentivar a produção local”, ressaltou.

Produção atual

Dados do Idam apontam que, atualmente, o estado produz cerca de mil toneladas de sementes de cacau por ano, marca que tem se estabilizado nos últimos anos. Porém, a expectativa é de expansão no plantio da fruta, o que deve, futuramente, gerar aumento de renda e melhoria na qualidade de vida do produtor rural local.

“Há três anos, o produtor recebia de R$12 a R$15 por quilo de amêndoa comercializada, e, neste ano de 2025, por essa mesma quantidade de sementes, o produtor está recebendo entre R$ 45 e R$ 65. Ou seja, nunca o produtor de cacau havia recebido um valor tão alto”, destacou o gerente da GPV do Idam.

Preço

O gerente explica que houve a elevação do preço porque o cacau é uma matéria-prima, uma commodity, ou seja, é negociado em bolsas de valores e determinado pela oferta e procura internacional. Em 2024, a valorização do cacau foi a maior entre todas as commodities, tendo apresentado um aumento de 200%.

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