13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

População apoia reintegração de posse e cobra fim da indústria de invasões em Parintins

Publicado em 12 de março, 2025

População apoia reintegração de posse e cobra fim da indústria de invasões em Parintins

A ação faz parte dos esforços do Judiciário e das forças de segurança para conter a crescente invasão de terras na cidade. (Foto: Divulgação)

A reintegração de posse realizada pela Polícia Militar nesta terça-feira, no loteamento Shanghai, em Parintins, teve grande repercussão entre os moradores. A operação garantiu a devolução do terreno aos proprietários legais e resultou na prisão de quatro homens por resistência à ordem judicial. A ação faz parte dos esforços do Judiciário e das forças de segurança para conter a crescente invasão de terras na cidade.

A população tem se manifestado favoravelmente às reintegrações, destacando que as invasões se tornaram um comércio ilegal de terrenos, envolvendo até a destruição de áreas de preservação ambiental. Para muitos, a ocupação irregular não atende a uma necessidade habitacional legítima, mas sim a um esquema de compra e venda de terras alheias.

“Tá sendo o comércio de terra, a preço de nada. Se fossem pra morar, eu ainda dava razão, pelo fato de o poder público não resolver a situação de moradia para as pessoas que realmente precisam. Sou contra essas invasões clandestinas”, declarou Dionéia Muniz.

Paulo Elias Cursino criticou o impacto social gerado pelas invasões. “Invadem, montam barracos e depois querem que o poder público dê assistência social. E dizem que estão esquecidos. Se a terra não é sua, não invada… Trabalhe e lute para ter o seu de forma honesta e legal”, afirmou.

Já Joelma Farias reforçou que essa prática se tornou um ciclo vicioso. “Tem que acabar com esse vício. Invadem um lugar, vendem, depois invadem outro, e sempre são as mesmas pessoas. Assim, o município nunca fica organizado. Tá na hora de dar um basta”, disse.

Mayse Garcia relatou que a venda ilegal de lotes tem ocorrido em diferentes áreas. “Um dia desses invadiram próximo ao SENAC. Mês passado eu vi estarem vendendo terreno lá a preço de banana”, afirmou.

Além dos problemas sociais e urbanos, há também impactos ambientais, como destacou Elton Ferreira. “Os invasores derrubam tudo, acabam com as reservas florestais protegidas por lei e ainda espalham fogo. Essa prática tem que parar. É preciso identificar os líderes que incentivam essa irresponsabilidade”, disse.

Para Gustavo Carneiro, a atuação da Justiça foi essencial para proteger o patrimônio de sua família. “Justiça sendo feita. A conquista de toda a vida do meu pai e da minha mãe não ia ser dissolvida assim tão fácil”, desabafou.

Rubia Duarte destacou que muitas das pessoas envolvidas nas invasões já possuem outros terrenos e atuam na revenda ilegal. “A justiça seja feita. Tem gente que tem terreno nas quatro invasões. Do ano passado pra cá já houve mais de seis invasões de terras particulares. E sempre as mesmas pessoas fazendo compras e vendas de terras alheias. Essas pessoas se organizam para cometer crimes, e por que não se organizam para cobrar o poder público? O PAC tem tantos programas de moradia”, questionou.

A Polícia Militar afirmou que continuará realizando as reintegrações de posse conforme as determinações da Justiça, garantindo o cumprimento da lei e o combate à ocupação irregular de terras em Parintins.

Veja mais notícias em Parintins

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.