25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Centro de Artes da Ufam recebe mostra de curtas-metragens nesta sexta-feira (7)

Publicado em 05 de março, 2025

Divulgação

Nesta sexta-feira (7/3), a partir das 18h30, na sede do Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (CAUA), localizado na rua Monsenhor Coutinho, Centro de Manaus, acontecerá a Mostra de Filmes da Oficina de Produção Audiovisual – OPA Manaus, realizada em 2024 com apoio do Edital Manaus Identidade Cultural Audiovisual. A mostra é gratuita e exibirá os filmes “Pintura Ancestral”, dirigido e roteirizado por Thais Kokama, coordenadora do Cine Aldeia; “Nunca Mais”, com direção de Murilo Henrique; “Dilema de Antônia”, dirigido por Orlando K Junior, e “Todas as Vozes”, de Shaydson Souza.

As oficinas aconteceram no Centro de Apoio Às Famílias (Cenaf) no Novo Israel, no Espaço Alternativo de Petrópolis, no Museu Amazônico e na Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja, no Centro de Manaus. Cada turma recebeu cerca de 20 alunos, que ao final das aulas produziram um curta-metragem, totalizando quatro filmes.

O coordenador do projeto é o produtor audiovisual Thiago Morais, que realiza as OPA’s há 7 anos. Além de Thiago, o projeto recebeu como instrutores o compositor de trilhas sonoras César Lima, a profissional de som direto Helione Mireles, o diretor de fotografia Sidney Cad e Saleyna Borges, produtora audiovisual.

Segundo Thiago, “essa interação com outros profissionais segmentados fortalece o aprendizado e capacita os alunos. As OPA’s são oportunidades de aperfeiçoamento por se tratar de oficinas gratuitas, que ao receber apoio por meio de editais, possibilitam que as oficinas cheguem a outros bairros e outros públicos. Esses filmes circulam em mostras e festivais, que acabam embasando a importância de oferecer capacitação profissional.”

Uma das alunas da OPA Manaus foi a indígena Thais Kokama, coordenadora do Cine Aldeia. Para ela, produzir seu curta “Pintura Ancestral” dentro da OPA foi um processo rico e colaborativo. “Tivemos a oportunidade de experimentar, aprender e construir um filme que valoriza a memória e a identidade. O ambiente da oficina favoreceu a troca entre diferentes olhares, e cada etapa – do roteiro à finalização – foi marcada por descobertas criativas. Foi inspirador ver o filme ganhar forma a partir do engajamento de todos, mostrando como o audiovisual pode ser um espaço de expressão potente.”

O aluno Murilo Henrique considera que a OPA tem sido muito importante para sua formação como produtor audiovisual. Cursos de cinema não são baratos, fazer filmes não é barato, e a OPA sendo um curso/oficina gratuita, dá uma oportunidade para quem gosta e quer fazer cinema. “Aprender essa arte, cercado por pessoas que tem a mesma vontade, o mesmo sonho que você é bem mais estimulante e deixa os desafios mais fáceis. Uma das coisas mais bacana da oficina é o aprender fazendo, claro que a teoria é muito importante, mas botar a mão na massa e sentir que está fazendo parte de algo é muito gratificante”, diz Murilo.

O filme de Murilo tem em seu elenco o ator, diretor e roteirista Begê Muniz, da Jamary Filmes, que interpreta Edgar, inspirado na obra de Edgar Allan Poe. “Para mim, foi uma boa experiência, poder atuar em uma produção com gente nova que está se dedicando ao audiovisual, com uma vontade de fazer valer a sua linguagem e experimentar novos estilos e modos de realização cinematográfica em nosso Estado. Isso para mim é super importante, além de para mim, como dono de produtora em nosso Estado, poder conhecer novos talentos que estão surgindo em nossa região, é sempre um aprendizado estar em contato com novas produções e novos profissionais ou estudantes da área”, afirma Begê.

O jornalista e repórter cinematográfico Orlando Junior também foi aluno e considera a participação na OPA muito importante, porque possibilitou filmar e adaptar um roteiro que estava engavetado há cinco anos. “Escrevi ‘O Dilema de Antônia’ durante um curso que fiz em São Paulo, em 2020, no Instituto Nacional de Cinema, mas não consegui rodar por conta da pandemia de Covid-19. Mas, graças aos ensinamentos adquiridos na OPA, tirei o roteiro do papel e pude rodar o filme. A dedicação e o engajamento dos alunos foram fundamentais para essa realização, afinal, cinema não se faz sozinho”, comenta Orlando.

Este projeto foi realizado por meio do Edital Nº 004/2023 – Manaus Identidade Cultural Audiovisual oferecido pelo Concultura da Prefeitura de Manaus e recebeu apoio da Cara de Gato Filmes, do CAUA, do Cenaf, do Instituto Alternativo de Petrópolis, do Museu Amazônico e da Biblioteca municipal João Bosco Pantoja.

Divulgação

Veja mais notícias em Entretenimento

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.