A greve dos professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) completa cem dias nesta terça-feira (22/09). Para marcar a data simbólica de paralisação, a categoria promove uma série de atividades ao longo desta semana.
Nesta terça, o Comando Local de Greve (CLG) se reúne na sede da Associação dos Docentes da Ufam (ADUA) para avaliar o andamento das negociações do governo com os servidores públicos federais, entre eles os trabalhadores da educação. O encontro é às 15h.
Na quarta-feira (23), Dia Nacional de Paralisação dos Servidores Públicos Federais, os docentes fazem panfletagem no Bosque da Resistência, na entrada do Campus, às 7h, pedindo a reabertura das negociações. Nesse dia ocorrerão atividades combinadas de radicalização nos Estados e manifestação em Brasília em parceria com movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e o movimento dos trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (SOS-COMPERJ), com o objetivo de ampliar a pressão junto ao governo contra os ataques aos trabalhadores.
À tarde, na sede da seção sindical ocorrerá a 2ª edição da Feira de Livros Ajuri, às 14h, acompanhada de uma exposição de quadros e de um bazar. A feira também compõe a agenda de atividades do Dia Nacional de Paralisação, em Manaus. Durante a 1ª edição, realizada no dia 10 de julho, no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam, representantes dos três segmentos da comunidade acadêmica tiveram acesso a cerca de 200 títulos disponíveis a preços simbólicos que variaram de R$ 2 a R$ 20.
Os docentes lutam em defesa do caráter público das instituições de ensino superior, autonomia universitária, melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira e equiparação salarial entre ativos e aposentados.
Manifestação
Na quinta-feira, docentes participam de ato unificado que visa denunciar o desmonte das universidades públicas federais. A atividade ocorrerá mais uma vez no Bosque da Resistência, na entrada do Campus Universitário, em parceria com os técnico-administrativos em Educação e os estudantes que apoiam o movimento paredista. Os três segmentos rejeitam o novo pacote de cortes orçamentários do governo federal, anunciado no dia 14 de setembro e que retira mais direitos dos trabalhadores.
Para fechar a programação desta semana, o movimento paredista dos docentes promove na sexta-feira (25) mais uma edição do Sambaqui, às 17h, na sede da ADUA.
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