20/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Com Lula e Haddad, Galípolo assina termo de posse como presidente do Banco Central

Publicado em 30 de dezembro, 2024

Com Lula e Haddad, Galípolo assina termo de posse como presidente do Banco Central

O novo presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, assinou o termo de posse do cargo nesta segunda-feira (30), no Palácio da Alvorada, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar de ser assinado hoje, a posse oficial ocorrerá somente no dia 1º de janeiro, quando for publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Galípolo já está atuando como presidente interino da autoridade monetária, tendo em vista que o atual chefe da instituição, Roberto Campos Neto, está em “recesso compensado”.

A expectativa é de que os outros três diretores que vão compor vagas na autoridade monetária também tenham assinado os termos. Eles também tomam posse no dia 1°.

Perfil

Galípolo é o atual diretor de Política Monetária do BC. Sua cadeira será cedida a Nilton José Schneider David, atual chefe de Operações de Tesouraria do Bradesco.

Formado em Ciências Econômicas e mestre em Economia Política pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Gabriel Muricca Galípolo será o mais jovem presidente do BC neste século, aos 42 anos.

Antes da indicação à diretoria do BC, Galípolo integrou o Ministério da Fazenda de Fernando Haddad como secretário-executivo, o número 2 da pasta. Sua proximidade com o Executivo foi alvo de questionamentos por parte do mercado financeiro.

Carreira

Em seu currículo, consta também a fundação, em 2009, da Galípolo Consultoria, da qual foi sócio-diretor até 2022. Entre 2017 e 2021 foi presidente do Banco Fator.

Professor do MBA de PPPs e Concessões da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), Galípolo também é membro dos conselhos Superior de Economia e de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); além de pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

De 2006 a 2012, o futuro presidente do BC atuou como professor da graduação da PUC-SP em disciplinas como Economia Brasileira Contemporânea, Macroeconomia, Economia para Relações Internacionais, Introdução à Ciênci Política, História do Pensamento Econômico, Economia Política, dentre outras.

Galípolo é próximo de Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos economistas mais afinados ao PT. A parceria rendeu três publicações: “Dinheiro: o Poder da Abstração Real”, “A Escassez na Abundância Capitalista” e “Manda Quem Pode, Obedece Quem tem Prejuízo”.

Setor público

A carreira como servidor público vem de longa data. Trabalhou com a área de Transportes Metropolitanos até assumir, em 2007, a chefia da Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Em 2008, passou a servir como diretor da Unidade de Estruturação de Projetos e PPPs da Secretaria de Economia e Planejamento do estado de São Paulo. Serviu quando José Serra (PSDB) era governador do estado.

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