Espetáculos de dança contemporânea à música clássica, contemplando diversos estilos e para públicos de todas as idades, fazem parte da programação cultural do mês de julho.
“A diversidade dos espetáculos artísticos e os locais em que eles serão apresentados é mais uma prova de que a cultura está descentralizada e percorrendo todas as zonas de Manaus, promovendo arte para os mais distintos tipos de público”, afirmou o governador do Amazonas, José Melo.
Na quinta-feira (2), o espetáculo de sucesso “Vazantes” será reapresentado pelo Corpo de Dança do Amazonas no palco do Teatro Amazonas, às 20h, com entrada franca. O espetáculo mostra a relação do homem com o rio Amazonas e sua oscilação e, também, com a floresta e a cidade que o cerca. Uma metáfora com o movimento da cidade e seus contrastes, o seu calor úmido e humano, o movimento fervilhante de seus singulares lugares e sua rica miscigenação.
“A arte está sendo trabalhada como um todo durante o mês de julho. Serão espetáculos de danças e teatrais, mostras de filmes e concertos dos mais variados estilos musicais”, afirmou o secretário de Estado da Cultura, Robério Braga.
Na sexta-feira (3), acontece pela primeira vez o “SESC Difusão de Dança”, das 19h às 21h, no Centro Estadual de Convivência do Idoso (Rua Wilkes de Matos, s/nº – Bairro Aparecida) para todas as idades e pessoas que apreciem a arte da dança.
A apresentação artística de dança do Projeto SESC Difusão de Dança tem como objetivo mapear os grupos de dança das comunidades de Manaus e promovê-los com a divulgação de seus trabalhos, aliando a troca de informações e as experiências vividas entre os membros dos grupos de dança e o público presente.
São cinco companhias contempladas pelo projeto: a Cia Dyroá Bayá, que vai apresentar o “Ritual de Passagem – NÛHMÍASÉ”, de Anderson Tariano e Dayane Nunes; a Cia Lótus, com “A Arte da Dança do Ventre”, de Regina Peres; o Grupo Independente DCC, com a apresentação de “TRIBO”, de Meyre Rubia; o grupo The Fusion Norte Company, com “Tribus Urbanas – A Ideia Não Morre”,
de André Durand; e a Cia Adriana Amazonas de Dança do Ventre, com a apresentação do espetáculo “Arte em Movimento”, de Adriana Amazonas.
Cada companhia terá 20 minutos para se apresentar, com a realização de diálogo entre os grupos no final das apresentações. Os espetáculos abordam diversos temas como, por exemplo, o “Tribo”, que retrata as diversas tribos e os conflitos entre elas mesmas e a sociedade.
O espetáculo “Ritual de Passagem – Nûhmíasé”, da etnia Tukano, mostra a passagem da criança para a mulher adulta, com ajuda da mãe, do pajé e de toda a família. Na apresentação “A Arte da Dança do Ventre”, é possível aprender que os movimentos deste tipo de dança desbloqueiam sentimentos reprimidos e ajudam a harmonizar a maneira como se encara a vida.
Ainda na sexta-feira (3), acontece o concerto “In Concert”, com a Orquestra Sinfônica da Universidade do Estado do Amazonas, às 20h, no Teatro Amazonas, com entrada franca.
Com direção artística e a regência do maestro Adroaldo Cauduro, a Orquestra Sinfônica da UEA apresentará um repertório eclético, eminentemente erudito, com peças nacionais e internacionais, dividido em duas partes: na primeira, a abertura da ópera “O Guarani”, de Antônio Carlos Gomes, a abertura da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Giachino Rossini, “As Quatro Estações” – concerto “A Primavera”, de Antônio Vivaldi e a sinfonia “Novo Mundo” – 1° Movimento”, de Antonin Dvorak. A segunda parte terá “Cavalleria Rusticana”, de Pietro Mascagni, “Batuque”, de Oscar Lorenzo Fernández e “Suíte no. 1 – Ópera Carmen”, de Georges Bizet.
O concerto conta com a participação do Corpo de Dança do Amazonas, com coreografia de Adriana Goes e direção artística de Getúlio Lima e, também, com a Companhia de Dança Dabukuri.
A Orquestra Sinfônica da UEA é composta por um maestro titular, 14 professores monitores – Margarita Mihailova Chtereva, Igor Jouk, Gabriel de Sousa Lima, Edoardo Sbaffi, Miroslava Krastanova, Simeon DanailovSpasov, Diogo Artur Bianco Navia, Vadim Ivanov, Alexandre Mourzitch, AssenTzvetanov Anguelov, Nikola Cunha Locatelli, Fábio Carmo Plácido Santos, Tarcísio Braga e Halina Kuushynchykava –, músicos convidados e alunos.
No sábado (4), às 19h, acontece no Centro Estadual de Convivência do Idoso, com entrada gratuita, a Mostra SESC de Dança, com o espetáculo “Dançar-te”, no qual alunos do curso de “Artes Cênicas” do SESC põe em prática a interpretação, por meio da encenação e da dança, de um texto criado e dirigido por eles próprios, desde a criação do figurino até a escolha do repertório musical e elementos cênicos. O espetáculo “Dançar-te” tem direção artística de Camila Duarte e coreografia de Jennifer Lages, com duração de 40 minutos.
No sábado, também, às 20h, acontece o concerto Piano Brasil VII, com o Pianista de reconhecimento nacional e internacional Miguel Proença. Diretor artístico e orientador do “Núcleo de Excelência Pianística” da FAMES (Faculdade de Música do Espírito Santo), Miguel Proença idealizou o projeto Piano Brasil VII, no qual oferece recitais a preços reduzidos e ensaios abertos destinados à rede pública de ensino, com distribuição de uma cartilha gratuita ilustrativa, criada exclusivamente para este projeto, voltada para a iniciação à música erudita brasileira, transformando os ensaios em uma espécie de show-aula.
A fim de promover os jovens artistas locais, o pianista irá ministrar em Manaus, também, uma masterclass na sexta-feira (3), das 16h30 às 18h, no Centro Cultural Palácio da Justiça, tendo como público-alvo os alunos de música Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro.
No domingo (5), o Centro Cultural Palácio da Justiça exibe o filme “Ritual da Tucandeira: Os Saterê-Mawé: registrando sua arte e sua cultura”, às 11h, com entrada franca e censura 12 anos.
Os Sateré-mawé fazem parte da cultura Tapajós-Madeira, rios situados entre os Estados do Amazonas e do Pará, e integram a família linguística tupi-guarani. O ritual de iniciação masculina se completa quando o jovem, em meio a danças e cantos e com os braços pintados com tinta preta do jenipapo, enfia a mão na luva cheia de formigas (tucandeiras) e assim permanece por alguns minutos. Calçar a luva simboliza o contato sexual com a mulher-cobra, o que previne o rapaz contra doenças e o qualifica para os importantes papéis sociais masculinos.
Ainda no domingo (5), às 19h, no Teatro Amazonas, com entrada gratuita, a renascença será revivida por meio da música no espetáculo “Dowland e o Renascimento”, concerto inédito, idealizado pelo maestro Davi Nunes, da Orquestra de Violões do Amazonas, que propõe uma abordagem das obras do renascimento, com ênfase nas do compositor alaudista inglês John Dowland e interpretações de outros compositores deste período da música.
No repertório, composições como “Fantasia 1, 2 e 3”, “If my Complaints Could Passions Move” e “Flow My Tears”, de John Dowland, “Diferenças sobre Guardame las Vacas”, de Luys de Narvaez, “Il est bel et bom”, de Pierre Passereau, “Passame por Dios Barqueiro”, de Pedro de Escobar e “Romerico Tu que Vienes”, de Juan Del Encina.
O músico John Dowland se dedicou ao período renascentista e foi contemporâneo do escritor William Shakespeare. Hoje, é lembrado pela grande melancolia em suas músicas vocais. Sua música instrumental passou por uma grande revitalização, tendo sido incluída no repertório de violonistas eruditos durante o século XX.
O concerto conta com a participação inédita de 26 membros do Madrigal da Casa Ivete Ibiapina e com dançarinos da Companhia de Dança Dabukuri, composta por alunos do Curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), dirigidos por Getúlio Lima.
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