
O momento em que o atirador quebra os vidros do carro de Stélio e a esposa sai de casa. No detalhe, a saída do promotor do hospital
Os dois homens que desceram de uma motocicleta e atiraram no promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães, quando este entrava na garagem de casa, num condomínio em frente ao hotel Tropical, na Ponta Negra, estavam atrás de um empresário que havia sacado grande soma em dinheiro de agência bancária. Quatro homens participaram do crime, do qual Stélio saiu com uma bala alojada na clavícula, dia 15/05.
Dois dos envolvidos estavam esperando do lado de fora da agência bancária, acompanhados provavelmente de uma mulher. Todos foram presos e serão apresentados nesta quarta-feira (25/06), às 9h30, pelo delegado Especializado de Roubo, Furtos e Defraudações (DERFD), Adriano Félix, além de representantes da Força Tarefa do MPE. Um dos envolvidos, Wesley Bezerra da Silva, estava em rota de fuga e foi preso no Município de Maués.
Os outros presos são Arlysson Teixeira Souza, 30, Ivo de Souza Santana, 20, e Andrey Passos Marinho, 30.
Havia a tese de que se tratava de um atentado, uma vingança por algum dos casos em que Paulo Stélio, lotado na 63ª Promotoria, de Ordem Urbanística, estivesse envolvido. A polícia descartou essa hipótese, por se tratar de uma instância administrativa, mas o Ministério Público Estadual (MPE) chegou a divulgar nota afirmando que se tratava de atentado.
Os policiais, atuando lado a lado com uma força tarefa do MPE, mapearam todo o trajeto do promotor em câmeras de segurança espalhadas pela cidade. O outro carro veio pela avenida Brasil, na Compensa, em direção à Ponta Negra, e ficou lado a lado com o carro de Stélio, no cruzamento com a avenida Coronel Teixeira, no semáforo da Igreja da Restauração. O promotor estava saindo da sede do MPE, ao lado do DB. Os dois carros são Toyotas, SW4, brancos. Este portal adiantou essa versão, agora confirmada, logo após o crime.
A outra picape pertencia a um empresário, que havia acabado de fazer saque vultuoso numa agência bancária e estava se dirigindo para local onde faria pagamentos. O empresário foi localizado e confirmou o saque. Os ladrões se confundiram, no cruzamento dos dois carros, e acabaram seguindo o errado, onde estava Paulo Stélio.
A esposa do promotor disse que um deles gritava, após desferir os tiros: “Onde está o dinheiro? Onde está o dinheiro?” Stélio deixou o hospital dois dias depois. “Somente em 30 a 40 dias, após o dia do tiro, os médicos poderão retirar a bala”, adiantou o promotor. Isso deve ocorrer até o fim deste mês.
Reveja o vídeo do atentado: