
Utilizando técnicas de formação de linha de combate e mangueiras de água bombeada diretamente do rio, os brigadistas conseguiram enfrentar as chamas e evitar maiores danos (Foto: Divulgação/Ibama-AM)
Um dia de angústia e tensão tomou conta das comunidades do Lago Maçarico, às margens do Rio Juma, e da Terra Indígena Rio Jumas, na Amazônia. Dois incêndios, possivelmente criminosos, colocaram em risco áreas conhecidas pelo turismo sustentável e ameaçaram residências e pousadas da região.
A situação crítica levou a uma resposta rápida e coordenada da Brigada do PREVFOGO, órgão vinculado ao Ibama, que contou com o apoio de comunitários locais. A Brigada Recreio/São Félix, composta por 21 brigadistas indígenas formados e contratados pelo Ibama, foi deslocada à área de voadeira, uma embarcação leve comum em rios da Amazônia. Utilizando técnicas de formação de linha de combate e mangueiras de água bombeada diretamente do rio, os brigadistas conseguiram enfrentar as chamas e evitar maiores danos.
As comunidades locais, principalmente Brasil 2, foram fundamentais ao denunciar o incêndio e acionar as autoridades. As primeiras investigações indicam que o fogo teria sido causado intencionalmente, com imagens que apontam indícios de ação criminosa. Os moradores, temerosos, acompanharam de perto o trabalho das brigadas, torcendo para que as chamas não alcançassem as suas casas e áreas preservadas.
A Brigada Recreio/São Félix atua em um território vasto, cobrindo terras indígenas e áreas de preservação nos municípios de Autazes e Careiro. A presença desses brigadistas treinados tem sido crucial para a proteção dessas áreas, frequentemente ameaçadas pelo desmatamento e incêndios criminosos.