Os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) entraram em greve por tempo indeterminado a partir de desta quinta-feira (21.05). O presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, avalia em R$ 500 milhões o prejuízo diário das empresas do Distrito Industrial com a paralisação.
“Hoje a Suframa inicia sua greve com as áreas não essenciais. A partir de amanhã nós temos a adesão de 100% dos servidores, mas vamos continuar cumprindo o que determina a lei de greve, liberando 30% dos materiais para o comércio e para a indústria, dando prioridade a medicamentos, materiais médicos e hospitalares e alimentos. Também vamos acompanhar 30% dos projetos industriais”, garantiu Belchior. A greve atinge os cinco estados de abrangência da Suframa.
A decisão pela greve foi tomada em Assembleia Geral dos servidores, após o veto presidencial ao artigo 9º da MP 660/2014. A MP 660, além de reestruturar a carreira de mais de 700 servidores da Suframa nos estados da Amazônia Ocidental, propõe o reajuste dos vencimentos de forma escalonada, acabando com o congelamento de salários desde 1991.
Belchior afirmou que os servidores não queriam a greve e sim que suas reivindicações fossem atendidas, mas com o veto presidencial à MP 660 não houve outra alternativa.
Mobilização
O veto presidencial ainda será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional, com data a ser confirmada, onde a bancada amazonense tentará convencer o Plenário pela promulgação do artigo.
O senador Omar Aziz (PSD) expressou sua insatisfação, através de seu perfil em uma rede social, dizendo que não aceita e não concorda com a decisão da presidente e que irá lutar para derrubar o veto.