18/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tribunal de Justiça do Amazonas completa 133 anos de sua instalação nesta quinta-feira, 4 de julho

Publicado em 03 de julho, 2024

Tribunal de Justiça do Amazonas completa 133 anos de sua instalação nesta quinta-feira, 4 de julho

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) completa nesta quinta-feira, 4 de julho, 133 anos de sua instalação. Com estrutura e serviços presentes na capital e em todo o interior do estado, a centenária instituição segue empenhada na melhoria contínua dos serviços ofertados à população do Amazonas, visando à prestação jurisdicional célere, eficiente e cada vez mais próxima ao cidadão.

Tendo sido instituído em 04/07/1891 com o nome de Superior Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, o órgão foi criado nos anos iniciais da República (proclamada em novembro de 1889), cuja Primeira Constituição definiu que o Poder Judiciário – que era unitário durante o Império – passaria a ser constituído pela Justiça Federal, vinculada à União, e pela Magistratura Estadual, no âmbito dos Estados-Membros da federação.

No contexto do novo formato de organização administrativa e judiciária do Brasil, o Amazonas avançou para a sua Constituição Republicana (promulgada em junho de 1891), a qual definia que o Judiciário teria Sede na capital (Manaus) e a magistratura seria formada por duas instâncias: a primeira, composta dos juízes de Direito e Municipais e pelo Júri; e a segunda, composta de desembargadores do Superior do Tribunal de Justiça.

Barão do Juruá

No ano seguinte, em 4 de julho de 1891, ocorreu a sessão solene de instalação do Superior Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, conduzida pelo vice-presidente (vice-governador), no exercício do cargo de presidente (governador) do estado, Guilherme José Moreira, o Barão do Juruá.

Na mesma solenidade tomaram posse os primeiros desembargadores do Superior Tribunal de Justiça do Amazonas: Luiz Duarte da Silva; Amâncio Gonçalves dos Santos; Jovino Antero de Cerqueira Maia; Liberato Vilar Barreto Coutinho e José Antônio Floresta Bastos.

O desembargador Luiz Duarte da Silva foi aclamado presidente provisório do Tribunal a fim de proceder à eleição do presidente e do vice-presidente efetivos, que foram imediatamente empossados: José Antônio Floresta Bastos (presidente) e Luiz Duarte da Silva (vice-presidente).

A Lei n.º 32, de 4 de novembro de 1982, sancionada um ano após a criação do Superior Tribunal de Justiça pelo então governador do estado, Eduardo Gonçalves Ribeiro, estabeleceu que o Poder Judiciário do Estado do Amazonas era autônomo e independente.

Nova casa

Ao ser implantado, em julho de 1981, o Superior Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas teve como primeira Sede um prédio localizado na Rua Visconde de Mauá, na região do Centro de Manaus, pertencente ao Município. E lá funcionou por quase uma década, até ganhar uma nova casa: o Palácio da Justiça Clóvis Bevilaqua.

O novo e emblemático espaço, abrigaria a Sede do Poder Judiciário do Amazonas por longos 105 anos. Localizado também na no Cento da capital, o Palácio teve seu contrato de construção assinado em abril de 1894, pelo governador Eduardo Ribeiro. A obra, no entanto, estendeu-se até 1900, quando foi inaugurada pelo governador Ramalho Júnior.

A construção é um dos principais exemplares da arquitetura clássica do período áureo da economia da borracha no Amazonas (1879 e 1912) e até hoje se destaca na paisagem do Centro Histórico de Manaus.

Desde 1980, o prédio foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Amazonas e em seu espaço hoje funciona o Centro Memorial e Cultural do Judiciário Amazonense, sob a administração da Secretaria de Cultura do Estado. O local tem um acervo com objetos do Tribunal, material em vídeo de divulgação, como o “Projeto Memória” do TJAM, e realiza exposições sobre processos históricos.

Há salas que homenageiam personalidades ligadas à sua construção e ao Poder Judiciário. Destacam-se entre seus itens históricos o relógio do tipo carrilhão, da década de 1920, com estrutura de jacarandá baiano e maquinário suíço, e o lustre original feito de bronze e cristais.

Capilaridade

Desde que foi instituído, o Tribunal de Justiça do Amazonas cresceu para atender as demandas da sociedade, passou a ter seu acervo totalmente digital e, atualmente, tem sua Sede no bairro Aleixo, em Manaus, com fóruns na capital e nas 60 comarcas do interior do estado, além de serviços em um termo judicial (no Município de Tonantins). Para fazer funcionar essa engrenagem, o Tribunal conta, atualmente, com um corpo de 26 desembargadores e desembargadoras atuando na Segunda Instância; 173 juízes e juízas no 1.º Grau e 2.875 servidores e servidoras; além de 980 estagiários e estagiárias.

À frente da gestão do Tribunal (eleitos para o biênio 2023/2024), estão a desembargadora Nélia Caminha Jorge (presidente); a desembargadora Joana dos Santos Meirelles; e o desembargador Jomar Ricardo Saunders Fernandes, corregedor-geral de Justiça do Amazonas.

Outros dados sobre a história do TJAM podem ser conhecidos ao consultar o Portal da Memória e ao visualizar as fotografias que registram atividades da instituição.

Portal da Memória

https://www.tjam.jus.br/index.php/portal-da-memoria/historia-tjam/galeria-dos-ex-presidentes

Tags:

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.