Chegou o esperado resultado do laudo pericial em amostras dos periquitos de asa branca, mortos na avenida Ephigênio Sales, entre o condomínio do mesmo nome e o Mundi. “Sinais de agrotóxicos”, em quantidade muito pequena, foram encontrados nas aves, segundo o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ademir Strotski.
A principal suspeita para a causa da morte de 200 periquitos, dia 27/11, passa a ser uma carreta, que passou em alta velocidade, na madrugada daquele dia, e bateu numa mangueira onde havia muitos periquitos, provocando revoada e quedas no chão. O choque foi registrado por câmeras do edifício Mundi. Terça-feira (16/12), cerca de 40 outros periquitos também foram recolhidos mortos no local, onde eles fazem revoada, todos os dias, por volta das 18h.
O laudo pericial foi assinado pela toxicologista do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marília Martins Melo. O exame foi realizado em Belo Horizonte porque não há em Manaus laboratório especializado para esse tipo de trabalho. A instituição, mesmo em recesso escolar, mantém quatro veterinários e um químico pesquisando as amostras das aves, tentando chegar a novas conclusões.
Stroski lembrou que os agrotóxicos encontrados nas aves são comuns em frutas, cereais e produtos agrícolas em geral, alimentos naturais dos periquitos.
A Prefeitura já iniciou a poda das árvores ao longo da avenida. Elas deitam os galhos no meio da rua e caminhões e ônibus batem neles. Esses veículos são proibidos de transitar fora da pista da direita da via, onde é impossível atingir os galhos, e o Manaustrans prometeu fiscalizar esse tráfego, aplicando multas.
O Ipaam anunciou que vai espalhar placas explicativas e cartazes de orientação aos motoristas, tentando preservar os periquitos ainda vivos, que são milhares.
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