O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou um reajuste salarial de 7% aos Rodoviários de Manaus. A decisão foi tomada durante o julgamento do Dissídio Coletivo 2014/2015, realizado na tarde desta sexta-feira (07/11), na sede do TRT. Com o reajuste, motoristas passarão a receber R$ 1.931,88 e os cobradores R$ 965,94. A decisão ainda cabe recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Além do reajuste salarial, os colaboradores irão receber Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de meio salário base por semestre, adicional de insalubridade de 10% do salário base, devido ao calor, licença maternidade de 180 dias, além de R$ 195 de cesta básica, R$ 11 de tíquete alimentação e R$ 5 de vale-lanche.
De acordo com o advogado do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, o reajuste corresponde a um aumento de custo com pessoal da ordem de 20%. O gasto com pessoal corresponde a 48% do custo total do serviço.
“O impacto das condenações é de 20% na folha de pagamento, com isso poderemos ter, se a decisão não for modificada, uma necessidade de reajuste no preço do serviço ou aumento de subsídios. A planilha com os valores será calculada pela prefeitura que deve avaliar o aumento”, disse Borges.
Ainda de acordo com o assessor jurídico, mesmo o Sindicato dos Rodoviários não tendo aceitado as propostas de reajustas apresentadas desde o mês de maio, as empresas estavam pagando 6% de reajuste aos colaboradores.
Greve na Global
Após nove horas de paralisação, trabalhadores da empresa Global Green retornara as atividades na tarde desta sexta-feira (07/11). Por volta de 4h membros do sindicato dos rodoviários chegaram à garagem da empresa e impediram a saída dos ônibus.
De acordo com a direção da empresa, os rodoviários alegavam que a greve era uma advertência devido um possível adiamento do julgamento do Dissídio Coletivo 2014/2015, que aconteceu normalmente na manhã desta sexta-feira.
A assessoria jurídica do Sinetram ingressou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), pedindo a ilegalidade da greve, multa de R$ 100 mil por hora de paralisação, além da prisão dos líderes da greve.