O assassinato do veterinário Fernando Augusto de Souza Moura, 62, que saiu de casa no dia 23/08 e foi encontrado morto três dias depois, num braço da margem direita do rio Negro, já desfigurado, tem novas revelações. O policial civil aposentado Dorval Vieira Rodrigues, 82, encomendou a morte alegando que Fernando havia matado um filho dele quando, na verdade, estava buscando vingança por causa de um cachorro. O blog teve acesso a dados do inquérito sobre o caso.
Dorval e a esposa, de comum acordo e não por decisão isolada dela, entregaram o cachorro, um Pequinês e não um Poodle, como noticiado até agora, ao veterinário. O cão, chamado Beethoven, havia mordido a mulher e uma filha do casal, que tem outros quatro cães, todos da raça Pinscher, tornando-se indesejado na casa.
Fernando, ao chegar à clínica, doou o animal para um cliente, morador da Zona Rural de Manaus, que ia ao consultório uma vez por ano, em busca de vacinas para seus animais. Dorval, depois que o cachorro foi levado, passou a lamentar a perda, até que o casal resolveu ir até o veterinário e pedi-lo de volta. Como o endereço do novo dono era desconhecido, ele ficou de reavê-lo apenas quando ocorresse a consulta anual. Foi aí que os dois foram à Rádio Tiradentes e emitiram um aviso, oferecendo recompensa de R$ 3 mil por Beethoven.
Dorval começou a desconfiar que o cachorro estivesse morto e passou a resmungar pela casa que mataria o veterinário. Juntou as economias e contratou José Bernardo de Oliveira, 61, o “Zé Canoeiro”; Zacarias Araújo Duarte, 44, o “Timbau”; e o feirante Evandro Souza dos santos, 40, o “Peixeiro”, dizendo para eles que Fernando matara um filho dele e queria vingança. Os três ficaram surpresos quando, já presos, souberam que o assassinato se deveu ao sumiço do cachorro.