03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

TRT-11 simula julgamento de ação trabalhista para alunos de escola da zona Leste de Manaus

Publicado em 19 de dezembro, 2023

Foto: Divulgação/Roumen Koynov

Os alunos da Escola Integral Elisa Bessa, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, participaram de uma experiência interativa de como funciona a Justiça do Trabalho. No último dia 14/12, foi realizada a primeira atividade da segunda edição do projeto “A difícil arte de julgar – a Educação de mãos dadas com a justiça”, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) e que teve como tema “Trabalho Seguro – Adote Essa Prática”.

O projeto é uma parceria do Tribunal com a Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seduc). Para o presidente do TRT-11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, o projeto “A Arte de Julgar” tem potencial de despertar nos alunos a escolha pela carreira na área do Direito. “É importante para o aluno criar uma consciência, escolher uma profissão e daqui a alguns anos serão juízes, promotores, advogados, servidores”, afirma.

A secretária executiva-adjunta-pedagógica da Seduc, Arlete Mendonça, que representou a titular da pasta, Kuka Chaves, também destacou o fator inclusivo do projeto. “É uma oportunidade nossos alunos terem esse contato. É exatamente disso que nós precisamos. A escola pública precisa de oportunidade”.

Encenação

O projeto simula o julgamento de ação trabalhista a partir da encenação de um acidente de trabalho. A plateia, então, conhece os argumentos dos advogados da empresa onde ocorreu o acidente e da funcionária que sofreu o acidente, autora da ação.

O juiz do Trabalho e gestor regional do Programa Trabalho Seguro, Vitor Maffia representou o advogado da empresa. Mais tarde ele comentou para a plateia sobre a experiência: “A gente é movido muito por piedade. Às vezes a gente lê o que a empresa disse e tende a se inclinar pela trabalhadora, mas não é assim. Tem que levar em consideração sempre os dois lados”, defendeu.

A também gestora regional do Programa Trabalho Seguro, juíza Amanda Midori, representou a defesa da trabalhadora acidentada e comparou como a decisão impacta tanto quem entra com ação quanto quem é alvo dela. “Não é só um acidente, são vidas. Não é só um número. Da mesma forma, não é só uma empresa. Às vezes, dependendo do valor da indenização você pode inviabilizar um negócio”.

Após ouvir as partes envolvidas no processo, os alunos representaram o júri e votaram com uso do celular para decidir a sentença. Pela decisão da maioria, a trabalhadora ganhou a causa.

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