22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Israel amplia ataques e determina que população de Gaza vá para o Sul

Publicado em 28 de outubro, 2023

Israel amplia ataques e determina que população de Gaza vá para o Sul. Foto: OMS/Ahmed Zakot

Um comunicado divulgado pelo porta-voz das forças armadas israelenses neste sábado (28) pede que a população do norte de Gaza e da Cidade de Gaza se desloque imediatamente para o Sul. “Sua janela de agir está se fechando. Vão para o Sul, para sua própria segurança”, disse.

Israel continua a expandir a sua operação terrestre em Gaza com infantaria e veículos blindados apoiados por “ataques massivos”, aéreos e marítimos, disse neste sábado o porta-voz militar israelense. As forças armadas de Israel realizaram bombardeios em Gaza durante toda a noite de sexta-feira, e, como consequência, centenas de edifícios ficaram “completamente destruídos”, informou neste sábado a Defesa Civil palestina.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo palestino Hamas, anunciou neste sábado que chegou a 7.703 o número de mortos na região desde o início da guerra entre o Hamas e Israel, em 7 de outubro.

Segundo Israel, os ataques com caças levaram à morte do chefe do comando aéreo do Hamas, que teria participado no planeamento do ataque de 07 de outubro, que deixou mais de 1 mil mortos e em Israel e deu início ao conflito.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou na sexta-feira (27), com 120 votos favoráveis e 14 contrários, a proposta de resolução sobre o conflito no Oriente Médio apresentada pela Jordânia e que foi assinada por 39 países com assento no colegiado. A proposta aprovada pede uma “trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada que conduza ao cessar das hostilidades”.

O documento pede ainda “a libertação imediata e incondicional de todos os civis que permanecem ilegalmente mantidos em cativeiro”.

A Organização Não Governamental Médicos Sem Fronteiras também fez um apelo pelo fim dos conflitos.

“Já é tempo de por fim ao derramamento de sangue indiscriminado e os ataques maciços em Gaza. Hoje é impossível aos nossos colegas trabalhar em segurança devido aos ataques generalizados ao sistema de saúde, que afetaram hospitais, ambulâncias, pessoal médico e os doentes. Os profissionais do MSF que permanecem no norte de Gaza dizem-nos que estão exaustos, tanto mental como fisicamente”, afirmou a diretora executiva da organização, Avril Benoît.

Agência Brasil

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