Os “caçauerés” (carregadores) do Garantido promoveram hoje (1º/07) a queima de alegorias e chegaram a caminhar em passeata em direção à casa do presidente do bumbá, Telo Pinto, revoltados porque não receberam os salários. O pagamento estava marcado para hoje.
A situação só foi contornada quando a polícia interveio e foi feita a promessa de que o pagamento será efetuado na próxima terça-feira (08/07).
A procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) Fabíola Bessa Salmito Lima anunciou que os 20% retidos, de acordo com a “Cláusula Social” do contrato de patrocínio dos bumbás com Governo do Estado e Coca-Cola, serão usados para os pagamentos atrasados. O valor é de R$ 450 mil.
A “Cláusula Social” foi assinada em 2011, num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o MPT exigiu de Caprichoso e Garantido, devido a diversas irregularidades encontradas nos galpões de preparação do Festival Folclórico. O não cumprimento do compromisso é usado como agravante em processos judiciais.
Fabíola Bessa afirma que o Garantido não cumpre o TAC desde o período de preparação do bumbá, não tendo enviado os contratos de trabalho ao MPT, o que deve gerar ação contra o mesmo. O Caprichoso cumpriu as cláusulas, segundo ela.
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