06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sinetram justifica desconto que levou à greve de rodoviários afirmando que categoria não cumpriu acordo

Publicado em 07 de maio, 2014

Ônibus de cinco empresas de transporte coletivo ficaram nas garagens na madrugada desta quarta-feira (07/05), por conta de nova paralisação promovida pelo Sindicato dos Rodoviários. Os sindicalistas fizeram o protesto porque foi descontado no salário dos trabalhadores o dia da paralisação realizada em 7 de abril.

A paralisação começou por volta de 4h da manhã nas empresas Via Verde, Global, São Pedro, Líder e Vega, quando os sindicalistas chegaram às garagens e impediram que os rodoviários fossem cumprir suas rotas. Por volta de 8h30 da manhã os ônibus foram liberados para cumprir seus itinerários, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Policiais acompanham a paralisação do transporte coletivo em Manaus. Foto: José Rodrigues.

Policiais acompanham a paralisação do transporte coletivo em Manaus. Foto: José Rodrigues.

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, o desconto do dia da paralisação ocorreu porque os rodoviários não cumpriram o acordo firmado. “O que ficou certo é que se os sindicalistas assinassem a Convenção Coletiva dos Trabalhadores até o dia 1º de maio, o dia não trabalhado seria abonado. Uma vez que os membros do sindicato não fizeram o combinado, não haveria porque abonar o dia. O Sinetram está fazendo tudo para que o usuário do transporte coletivo não seja mais prejudicado, porém o Sindicato dos Rodoviários é quem está descumprindo os acordos e prejudicando a população”, explica Borges.

O assessor jurídico afirma que todas as reivindicações pedidas pelos rodoviários durante reunião com o prefeito Artur Virgílio Neto, estão sendo cumpridas conforme o combinado.

Ele informa, ainda, que aguarda os sindicalistas entrarem com o Dissídio Coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para a convenção 2014/2015. As propostas de reajuste para a convenção é de 6% de reajuste salarial, 7,18% na cesta básica, 10% no tíquete refeição e 16,67% no lanche, o que resultou uma proposta de reajuste médio de 9,96%. Com o reajuste, o salário dos motoristas e cobradores passaria a ser R$ 1.920,75 e R$ 960,37, respectivamente.

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