Mais de 400 pessoas participaram do ato de conscientização pela paz no trânsito, realizado na noite de sábado (29/03), na avenida Djalma Batista. O movimento foi organizado pelos fundadores da página na internet “Trânsito Manaus” e contou com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans). As pessoas presentes no local rezaram e fizeram um minuto de silêncio pelas 16 vítimas do acidente ocorrido na sexta-feira, 28, entre um micro-ônibus e um caminhão, tipo caçamba.

Mais de 400 pessoas participaram do ato que teve um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente que ocorreu na sexta-feira, na av. Djalma Batista
Para garantir a segurança dos participantes, o Manaustrans interditou a avenida Djalma Batista nos dois sentidos. Para o diretor-presidente do instituto, Paulo Henrique Martins, o ato, mais que uma manifestação de pesar, representa uma necessidade de mudança de postura.
“Esse evento precisa significar alguma coisa para a cidade de Manaus e para as pessoas. Nós só vamos conseguir mudar o trânsito quando, individualmente, cada pessoa mudar a forma de conduzir e a forma de se portar. Isso vale para o pedestre na hora de atravessar a rua e para os condutores de veículos pequenos e também os pesados. É preciso valorizar a própria vida, mas também a do próximo”, destacou Paulo Henrique.
Ciclistas se uniram ao grupo e também pediram mais respeito. Segundo eles, é preciso que todos tenham mais paciência e obediência ao Código de Trânsito. “Quando acontece um acidente, as pessoas costumam dizer que o trânsito matou. O trânsito não mata ninguém. Quem mata somos nós, por conta da imprudência e da irresponsabilidade. Se nós começarmos a exercer nosso dever de cidadão tudo já melhora”, declarou a ciclista Cláudia Valente.
Para o fundador da página Trânsito Manaus, Luiz Eduardo Leal, o clamor por um trânsito mais seguro não pode ser apenas momentâneo, mas sim diário e praticado por toda a sociedade. “Mais que sensibilizar a população como um todo, estamos pedindo a paz no trânsito. E para isso é preciso educação, senso de coletividade e o entendimento de que todos fazem parte disso. É a falta do cinto de segurança, a falta do pisca, o estresse do dia a dia, tudo isso tem que ser administrado e mudado”, concluiu.
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