
Foto: Divulgação
Neste sábado (18/3), estreia na TV Cultura o documentário “São Sebastião – Uma tragédia no paraíso”. A produção inédita do Jornalismo da emissora, que relata a situação dos desabrigados pelas chuvas que atingiram a região, vai ao ar às 19h.
Em meio à tragédia, a repórter Laís Duarte e os repórteres cinematográficos Alexandre Silva, Marco Antonio Gallo e Euclides José testemunharam cenas de solidariedade entre os moradores que perderam parentes e amigos. Imagens que dão esperança aos sobreviventes que precisam recomeçar do zero.
O documentário traz imagens das principais áreas destruídas em São Sebastião, o resgate de vítimas soterradas e o trabalho de amparo às famílias que perderam tudo. E conta também com relatos de quem perdeu amigos e parentes e de quem conseguiu escapar da lama.
A produção relembra ainda outra tragédia no litoral de São Paulo, ocorrida em 17 de março de 1967, em Caraguatatuba, quando cerca de 500 pessoas morreram.
Cerca de dez milhões de brasileiros moram em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. E na madrugada do dia 19 para 20 de fevereiro, em pleno carnaval pós-pandemia, uma chuva de mais de 600 milímetros atingiu seis cidades deixando um rastro de morte, centenas de casas destruídas e as principais estradas do litoral paulista fechadas: São Sebastião, Caraguatatuba, Guarujá, Bertioga, Ilhabela e Ubatuba.
Bertioga registrou 682 milímetros. São Sebastião, 626 milímetros por metro quadrado. São os maiores volumes acumulados já registrados no país. A Barra do Sahy foi o ponto mais atingido e as famílias mais pobres são as que mais sofreram. Mães e pais tiveram que acordar seus filhos às pressas, enquanto suas casas eram inundadas pela lama, galhos de árvores e todo o entulho que despencou junto com os morros. Muitos não tiveram sequer uma chance de reação. Morreram dormindo ou quando davam os primeiros passos para fugir de casa.
Do alto dos morros desceu a avalanche de detritos. As casas foram esmagadas tirando a vida de mulheres, homens, idosos e crianças. Uma corrente humana se formou para dar comida, roupa e alojamento aos desabrigados e desalojados. Mantimentos chegaram de todas regiões. Os governos federal, estadual e municipal se uniram para socorrer os sobreviventes, reabrir estradas e reconstruir moradias.
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