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Mais dois corpos da família que foi vítima de uma chacina no Distrito Federal foram identificados pela Polícia Civil, nesta terça-feira (24).
Os corpos de Thiago Gabriel Belchior, marido da cabelereira Elizamar da Silva, e de Cláudia Regina Marques Oliveira, ex-esposa do pai de Thiago, que também foi morto, foram encontrados dentro de uma cisterna, em Planaltina.
Um terceiro cadáver também foi encontrado no local, mas a identificação ainda não foi confirmada. Autoridades policiais acreditam que seja Ana Beatriz Marques de Oliveira, filha de Claudia e Marcos Antônio.
Esses três corpos, com sinais de violência, foram localizados com a colaboração de um dos suspeitos do crime, que está preso.
Ao todo, dez pessoas da mesma família desapareceram, dez corpos foram encontrados e sete identificados. Três suspeitos foram presos pelo crime e um quarto está sendo procurado.
A cabeleireira Elizamar da Silva, 39, e os três filhos pequenos desapareceram no dia 12 de janeiro. O carro dela foi encontrado no dia seguinte, com os quatro corpos queimados dentro, perto de Cristalina (GO).
O sogro da cabeleireira, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54, também estava desaparecido. O corpo dele foi encontrado enterrado e esquartejado perto da casa usada como cativeiro, em Planaltina.
No fim de semana do desaparecimento de Elizamar, a polícia encontrou o carro de Marcos Antônio na região de Unaí (MG), com mais dois corpos que ainda não foram identificados. A polícia suspeita que sejam da sogra e da cunhada de Elizamar, Renata Juliene Belchior, 52, e Gabriela Belchior, 25.
Ontem (23), um bilhete escrito à mão chamando a cabelereira Elizamar da Silva, o marido dela, Thiago Gabriel Belchior, e os filhos do casal para a chácara do pai de Thiago foi encontrado pela Polícia Civil do Distrito Federal. O papel estava no cativeiro onde parte das vítimas foi mantida, em Planaltina – mesmo local onde estava o corpo esquartejado do pai de Thiago e sogro de Elizamar, Marcos Antônio Lopes de Oliveira.
O bilhete foi dirigido a Thiago e o chama de “chefe”. Elizamar é chamada de “Lize”. O autor da mensagem diz que vai precisar de “ajuda urgente” e pede que o casal vá para a chácara com “os meninos”, referindo-se aos filhos do casal.
A polícia ainda investiga como Thiago teve acesso ao bilhete e a identidade do autor da mensagem.
Também foram encontrados no cativeiro um caderno com dados bancários das vítimas desaparecidas, incluindo senhas bancárias.
A polícia já prendeu três suspeitos e um quarto está sendo procurado. Horácio Carlos Ferreira Barbosa confessou o crime à polícia e disse que foi encomendado pelo marido e pelo sogro da cabeleireira – mas o bilhete contraria esse depoimento.