
BR-319, atualização necessária e, praticamente, em tempo real, com quedas e boicotes de pontes, como essa
É Natal, tempo de visitar a família. A BR-319 (Manaus-Porto Velho), a rodovia que o Brasil esqueceu, sofre tantas mudanças, quase todos os dias, que pede atualização em tempo real. Viaja ou não viaja? Chega cedo ou pode chegar mais tarde?
Há uma interdição completa da rodovia. É na ponte de madeira sobre o rio Acre, no KM-350, no trecho do meio. A ponte ameaça desabar. Os carros estão passando por um desvio, mas muitos atolam no barro.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) proibiu o tráfego de veículos, entre os KM-250,7 e 679,3, no período das 18h às 6h.
Moradores do Careiro da Várzea, Autazes, Nova Olinda do Norte, Manaquiri e Careiro Castanho, que precisam da BR-319 para chegar em casa, não são afetados pelas interdições. Mas vivem um incômodo perrengue nas pontes que desabaram, nos KMs 10 (ou 23, na nova medição) e 12 (ou 25) da estrada.
Quarta (21/12), as chuvas intensas provocaram inundação do rio Curuçá, onde caiu a primeira ponte. A balsa, que serve de ponte, ficou pequena para o curso d’água. Teve que ser puxada para chegar às margens, o que provocou uma fila de carros. Quinta, dia seguinte, um pequeno aterro resolveu o problema, mas viralizaram vídeos da véspera e muita gente deixou de viajar.
A conclusão lógica é que, quando chover, principalmente de madrugada, haverá problemas de inundação e a balsa do rio Curuçá precisará navegar. Idem para quando a cheia aumentar. No momento, porém, os carros estão passando, normalmente, e não há qualquer fila no local.
A travessia sobre o rio Autaz Mirim, onde desabou a segunda ponte, está ocorrendo normalmente, no aterro improvisado.
Veja, nos dois vídeos abaixo, como estava a rodovia (que o Brasil esqueceu, uma vergonha nacional), na quarta-feira, e como ficou na quinta-feira, na primeira ponte que desabou. O registro das filas é de um leitor anônimo. O da situação regularizada é de Marcelo Krichanã:
Balsa sobre o rio Curuçá: operando normalmente e sem fila;
Travessia do rio Autaz Mirim: sem problema, sobre o aterro que substituiu a ponte;
A ponte do igarapé rio Acre, no KM-350, está interditada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). Não passa nem carro grande, nem carro pequeno. A madeira de sustentação está quebrada. Não há previsão de liberação da ponte e os carros estão usando um aterro traiçoeiro, que atola a maioria.
Tráfego no “trecho do meio”, no período noturno, está proibido, depois que duas pontes de madeira foram serradas e queimadas (uma delas duas vezes).
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