O assalto a um mercadinho, no conjunto São Judas Tadeu, por dois homens, um dos quais armado, com sequência cinematográfica de troca de tiros, perseguição, eficiência policial e prisão do atirador em hospital, acabou pondo fim a uma busca que vem sendo empreendida há meses.
O preso é Diogo Santos Souza, 25 anos, acusado de assassinar com dois tiros, no dia 5 de janeiro de 2012, o funcionário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Pedro Paulo Vieira Tavares, 36 anos, motorista da desembargadora Graça Figueiredo, então presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O crime ocorreu quando o funcionário pegava roupas, numa lavanderia, em pleno conjunto Vieiralves. O autor dos disparos foi flagrado por uma câmera de segurança, mas identificado apenas como “um homem moreno, de cabelo raspado, usando camiseta preta e calça jeans”.

Diogo Santos Souza finalmente foi preso, após tentativa de assaltar o mercadinho do São Judas Tadeu, levando dois tiros e sendo preso.
A prisão se deu numa série de coincidências.
Na hora do assalto ao mercadinho, um dos clientes se atracou com o comparsa não armado de Diogo. Este disparou para o alto, forçando a vítima a soltar o cúmplice. Os dois correram para uma moto, estacionada em frente, mas foram vistos por um policial militar que pegava a sobrinha na escola ao lado, ainda fardado. O PM sacou a pistola e acertou dois tiros em Diogo, na costa e no pé, mas ele conseguiu fugir mesmo assim.
Acionada como reforço, a viatura da Força Tática da PM, comandada pelo tenente Lívio Dutra, pediu reforço a outras duas viaturas e iniciou uma verdadeira caçada nos bairros próximos.
Os policiais encontraram a moto abandonada, depois que os dois homens roubaram um Siena vermelho para continuar a fuga. O carro foi abandonado perto de um matagal, à altura do Parque das Nações, onde populares viram a dupla receber o apoio de um carro Toyota Corolla.
“Havia muito sangue no Siena e nós resolvemos percorrer todos os hospitais, em busca de informações. Acabamos encontrando o Diogo recebendo atendimento, por causa dos dois tiros, no pronto-socorro Platão Araújo. Preso, ele indicou o local onde havia deixado a arma. Fomos até lá e recuperamos a pistola 765, no meio da mata”, conta o tenente Dutra.
Diogo havia dado um nome suposto no hospital e só quando foi levado ao 12º Departamento Integrado de Polícia (DIP), para o flagrante, os familiares chegaram e levaram os documentos verdadeiros. A delegada substituta Kelene Batalha Passos levantou a ficha corrida dele e descobriu que responde por latrocínio e o homicídio do motorista do TJAM. O acusado é também preso do regime semiaberto e não retornou, após a saída de praxe.
Hoje (26/11), ao saber da prisão, o delegado titular do 18º DIP, Ivo Martins, revelou toda a história e também que havia equipes da Polícia Civil no encalço de Diogo há meses. O cúmplice dele no assalto ao mercadinho do São Judas Tadeu ainda não foi localizado.
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