04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

A trágica história de Pompéia: soterrada pelo Vesúvio, cidade é redescoberta e se transforma em museu a céu aberto

Publicado em 03 de janeiro, 2014

Era o dia 24 de agosto de 79 d.C. e os moradores da pequena cidade de Pompéia, na costa de Nápoles, na Itália, começavam as atividades da rotina diária. Em poucas horas, esse clima de tranquilidade seria substituído pelos caos e desespero em uma das mais trágicas histórias de calamidades naturais do mundo: o vulcão Vesúvio entrou em erupção e seus gases tóxicos, detritos e lavas mataram quase 16 mil pessoas. Hoje, séculos depois, redescoberta, as ruínas de Pompéia se transformaram em um museu a céu aberto, permitindo o conhecimento mais aprofundado da antiga civilização romana e atraindo multidões, todos os dias.

A entrada de Pompéia

A entrada das impressionantes edificações em pedra das ruínas de Pompéia

Estátuas podem ser encontradas em algumas construções.

Estátuas e pinturas podem ser encontradas nas construções, numa demonstração de como a civilização soterrada estava evoluída.

Centenas de visitantes andam pelas ruas da antiga cidade de Pompéia todos os dias.

Centenas de visitantes andam pelas ruas da antiga cidade de Pompéia todos os dias.

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A cidade era palco de grandes festas, como pode ser vistos nas ruínas dos anfiteatros

Pompéia passou séculos ignorada, soterrada por toneladas de escombros. Somente em 1748 começaram as escavações que fizeram ressurgir as ruínas da cidade, hoje o mais importante sítio arqueológico da Europa. Pompéia recebe uma média de dois milhões de visitantes por ano. Eles percorrem suas ruas de pedra e têm a oportunidade de conhecer mais sobre a vida no antigo Império Romano.

Em Pompéia prepare-se para andar muito. Uma visita detalhada pelo local leva, em média, de 3 a 4 horas. Alugue um áudio-guia no quiosque ao lado da bilheteria, que explica e traz curiosidades sobre as construções.

As múmias, retrato fiel dos últimos momentos dos moradores de Pompéia.

As múmias, recobertas de lava, retrato fiel dos últimos momentos dos moradores de Pompéia.

Pinturas nas paredes foram restauradas

Pinturas nas paredes foram restauradas

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A estutura de antigas residências permite conhecer um pouco mais sobre a vida dos moradores da cidade

Há ruínas de casas, tabernas, anfiteatro, banheiros e até prostíbulo. Muitas pinturas nas paredes das casas foram recuperadas, mas o que mais chama a atenção dos visitantes são as “múmias”, formadas por restos dos corpos petrificados das vítimas do Vesúvio cobertos com gesso, que registram a posição em que estavam no momento da erupção.

Se puder, também visite o Museu Arqueológico de Nápoles, próximo a Pompéia, que reúne utensílios domésticos, cerâmicas, esculturas e outros objetos encontrados nas escavações de Pompéia e Herculano, cidade vizinha também soterrada pelas lavas do Vesúvio.

Veja aqui o relato histórico dos últimos momentos da Pompéia, antes de ser soterrada pelas lavas do Vesúvio.

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A caminhada é longa, mas os atrativos são muitos

O anfiteatro, palco de lutas de gladiadores, impressiona pela sua conservação.

O anfiteatro, palco de lutas de gladiadores, impressiona pela sua conservação.

Parte interna do anfiteatro de Pompéia.

Parte interna do anfiteatro de Pompéia.

Como chegar

De Roma à Pompéia são 241km, cerca de 2h50 de carro e 1h de trem, o que permite, inclusive, fazer um bate-volta. De Nápoles, que também tem aeroporto, são 30 minutos.

Próximo a Pompéia fica Herculano, outra cidade também destruída pelo Vesúvio que pode ser visitada.

Depois da visitar Pompéia, uma boa opção é continuar a viagem até Positano, na Costa Amalfitana, um paraíso do Mediterrâneo. De carro, a viagem dura aproximadamente 1h20. Mas aí já é melhor ficar para dormir e, no dia seguinte, curtir as pequenas cidades da belíssima região. E isso é outra história (ver post).

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