06/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bolsonaro mira eleitor pobre; Lula reafirma compromisso com regime fiscal

Publicado em 07 de outubro, 2022

Bolsonaro mira eleitor pobre; Lula reafirma compromisso com regime fiscal

Os dois candidatos que disputam o segundo turno para o cargo de presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), estão enfrentando dificuldades diferentes em mesmo tema na campanha: a economia.

Buscando conquistar o voto do eleitorado de baixa renda, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, nessa quinta-feira (6), que a Caixa Econômica vai lançar um programa de perdão de dívidas para quem tem débitos com o banco.

O programa, contudo, existe desde 2019 e permite a quitação de dívidas com atrasos acima de 360 dias com descontos que variam de 40 a 90%.

O anúncio veio após Lula abraçar a proposta da campanha de Ciro Gomes de zerar as dívidas do SPC. A incorporação da proposta foi uma das condições para que o PDT apoiasse Lula no segundo turno.

E em meio à campanha eleitoral, o governo bloqueou R$ 2,4 bilhões do orçamento do Ministério da Educação deste ano. Segundo o documento encaminhado para as universidades, os bloqueios recaem no orçamento discricionário e emendas parlamentares, inclusive as de relator, que compõem o chamado orçamento secreto.

Em reunião com parlamentares que apoiam sua reeleição, Bolsonaro voltou a defender a taxação de lucros e dividendos no país para bancar a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600,00 e também custear a parcela do 13° do benefício prometida por ele em campanha.

E enquanto Bolsonaro mira a parcela mais pobre da população, Lula busca formas de convencer o mercado a respeito da viabilidade fiscal de um eventual terceiro mandato.

A coordenação da campanha petista divulgou uma nota em que reafirma o compromisso com a “construção de um novo regime fiscal com credibilidade, previsibilidade e sustentabilidade”.

O texto também promete revogar o atual teto de gastos e criar uma nova regra em conjunto com o congresso nacional.

Além disso, o candidato do PT quer usar o apoio recém-adquirido da senadora Simone Tebet para diminuir a resistência do agronegócio à sua campanha.

No primeiro turno, Bolsonaro venceu nos estados que são referência em agropecuária, como Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Contudo, Tebet circula bem entre representantes da agropecuária e agroindústria nesses locais, e é com isso que o PT conta.

“Enquanto Lula pode projetar, Bolsonaro é cobrado no dia seguinte”

O cientista político e professora da Insper Carlos Melo falou sobre as estratégias de campanhas de ambos candidatos.

Para o professor, Lula está em uma situação mais confortável por ser a oposição, enquanto Bolsonaro, por ser presidente, é mais cobrado.

“Enquanto Lula pode projetar, Bolsonaro é cobrado no dia seguinte, essa é a diferença. Independente do timing, a situação do Lula, por ser oposição, é mais confortável nesse aspecto”, disse Melo.

“Ambiguidade é da natureza da política, a principal característica do líder politico é o timing. Lula está sendo pressionado e o timing da decisão está muito próximo. Bolsonaro tem um problema muito sério…esse corte na educação vai ter consequência em termos politicos”, acrescentou o professor.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.