RENATA FONSECA (especial para o blog)
A greve dos bancários, que já dura 16 dias, fez o comércio local acender o “sinal amarelo” para os possíveis impactos nas vendas, especialmente com a proximidade do Dia das Crianças, e na inadimplência do consumidor manauense.
Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, com a dificuldade enfrentada pela população em receber o pagamento e pagar as contas, os empresários começam a ficar preocupados com o índice de consumidores inadimplentes. “Uma inadimplência desnecessária, uma vez que o consumidor tem dinheiro para pagar, mas não consegue sacar e nem transacionar, com a maioria dos bancos fechados”, completou.
Assayag também criticou o movimento da categoria, não porque penaliza os bancos, mas prejudica a população e o comércio. “Todos os anos para conseguir o reajuste a categoria paralisa e isso acaba deixando a população contra os trabalhadores, porque sempre é a maior prejudicada”, enfatizou.
O dirigente disse, ainda, que a greve da categoria também poderá afetar as vendas para o Dia das Crianças, comemorado no próximo sábado (12). Segundo ele, ainda não é possível contabilizar perdas, uma vez que a movimentação para a compra dos presentes ainda é morna e deve aquecer a partir da próxima quarta-feira (9).
O presidente do Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos Bancários do Amazonas (SEEB-AM), Nindberg Santos, informou que, no fim da tarde desta sexta-feira (4), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) aumentou a proposta de reajuste de 6,1% para 7,1%, mas a categoria não acatou e a greve prossegue na próxima segunda-feira (7).
De acordo com Santos, há uma possibilidade de a Fenaban apresentar uma nova proposta nesse fim de semana. Se houver, ele informou que a categoria deverá deliberar em assembleia, na segunda-feira, se aceita ou não a proposta. Os bancários pleiteiam reajuste salarial de 11,98%, melhoria na participação dos lucros, piso salarial de R$ 2.860,21, entre outras reivindicações.