Toda vez que o termo tecnologia aparece, naturalmente a associação de inovação, impacto e lançamentos de equipamentos inéditos serão visualizados como o conceito dessa Tecnologia.
A questão maior é que não temos como esquecer que quem descobre, quem inova, quem projeta é sempre uma pessoa, um ser humano e, como tal, não tem como discutir a Tecnologia sem o viés do Homem.
Por mais avançada e ilimitada que a Tecnologia trilhe seu caminho, haverá o olhar, a inteligência e as mãos humanas e o uso dela, por consequência, como meio de conquista e não como um fim e solucionador de todos os bens ou todos os males.
O limite desse avanço merece um grande debate e essa é a nossa proposta no 13º Congresso Amazônico de Gestão de Pessoas e II Encontro de Gestão de Pessoas no Setor Público, nos dias 2, 3 e 4 de Outubro, no Tropical Hotel, com renomados cientistas e pesquisadores convidados.
Muitas questões estão em aberto sobre esse assunto e o propósito é alinhar algumas respostas. Senão vejamos:
A tecnologia deve estar a serviço das necessidades das pessoas e não da concentração do Capital. Mas como separar esses propósitos? Como o investimento em tecnologia e seu desenvolvimento pode ter transparência e clareza de Propósitos? Qual a relação com a ética? Deve existir limites à criação tecnológica ou vamos à máxima “os fins justificam os meios”?
Por que não se põe limites ao desenvolvimento da tecnologia a serviço das guerras? A humanidade seria melhor se todos os recursos utilizados pelas Universidades e Grandes Centros de Pesquisa trabalhassem para desenvolver tecnologias a serviço da saúde e da inclusão humana?
A busca ansiosa pelo lucro ainda é um fator de desvio da transparência na criação tecnológica?
A velocidade das novas possibilidades de uso de recursos tecnológicos é compatível com seus propósitos de promover o bem-estar das pessoas?
Apesar da grande facilidade que a vida moderna disponibiliza com os recursos tecnológicos (smartphones, nanotecnologia, cyber-espaço, instrumentos cirúrgicos etc…) pode-se afirmar que somos mais felizes que no passado? A tecnologia contribui com a felicidade e com uma nova consciência humana sobre a preservação do planeta e do prolongamento da vida?
O progresso da humanidade deve-se ao crescimento da consciência, da moral e da ciência. Como pode o uso da tecnologia contribuir para uma nova humanidade?
A educação, a saúde, as comunicações e o entretenimento tiveram muitos avanços nos últimos 50 anos. Muitos países, contudo, convivem com uma ordem social injusta e desigual em direitos básicos. Pode a tecnologia contribuir com uma nova ordem social?
Temos problemas de violação dos direitos humanos ainda no século da informação e da conexão. O que podemos esperar do uso da tecnologia para acelerar a valorização efetiva das pessoas, estabelecer sua dignidade e promover seus direitos básicos?
Grosso modo, o uso da tecnologia tanto serve ao bem quanto ao mal. Deve-se ter um código de uso dos recursos tecnológicos ou isso seria um bloqueador da criação tecnológica?
E o acesso aos recursos tecnológicos? Em curto ou médio prazo é possível baratear as novas invenções para beneficiar maior continente de pessoas?
Enfim, o Painel de Tecnologia será rico na discussão e debate. Será também a contribuição da ABRH-AM na busca de um admirável mundo novo inclusivo e mesmo tecnológico.
Bem vindos ao 13º Congresso Amazônico de Gestão de Pessoas e 2º Encontro de Gestão de Pessoas no Setor Público.
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Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...