ADRIANA COSTA (especial para o blog)
De 19 de outubro até 30 de novembro, consumidores amazonenses com o “nome sujo” poderão negociar ou até quitar os débitos na praça local. A partir da sétima edição da Campanha “Limpe seu nome”, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), a expectativa é de que 50 mil pessoas saiam do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e retornem à lista de adimplentes do Estado.
De acordo com o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, assim como nos anos anteriores, cada empresa participante adotará um mecanismo próprio de negociação, mas que não deve “fugir” dos parcelamentos, descontos nos juros e no valor da multa. “Trabalhamos a campanha desde agosto junto aos lojistas e temos pedido para que eles facilitem, ao máximo, o pagamento das dívidas, a fim de que atinjamos nosso objetivo”, ressalta.
Assayag garante que, neste mês, a CDL-Manaus intensifica a busca por um maior número de adesões à campanha. Além das lojas do comércio local, serão convidados a participar bancos, sindicatos, associações, assim como empresas concessionárias de serviços públicos (água, energia e telefone).
A novidade da edição deste ano é a inclusão do interior do Amazonas na campanha. A um mês do início, estão confirmados os municípios de Tefé, Parintins, Coari, Itacoatiara, Tabatinga, Manacapuru e Presidente Figueiredo. “Antes restrita à capital, a campanha de recuperação do crédito chega a outros municípios do Estado. Aguardamos uma boa adesão e resultado satisfatório também nessas localidades”, destaca.
Aliás, o otimismo vale para a campanha como um todo. Tanto é que, mesmo antes do seu início, os lojistas já estão de sobreaviso de que a “Limpe seu nome” pode se estender até 10 de dezembro. “Se houver demanda, vamos estender mais um pouco para nos aproximar, ao máximo, dessa meta de 50 mil consumidores”, enfatiza.
A partir de informações da CDL-Manaus, a lista negativa de pessoas com o nome no SPC soma 376 mil registros nos últimos cinco anos no Estado. No ano passado, a iniciativa da Câmara teve mais de 1,2 mil adesões e garantiu a retomada do crédito para aproximadamente 50 mil consumidores amazonenses.
Veja mais notícias em Economia